Londrina

Paulo Wolfgang




Dia de comprarNa rua Sergipe, no centro de Londrina, o movimento de consumidores fez a alegria dos lojistas; nos clubes, muito espaço nas piscinas para nadar e se divertir

O primeiro dia de verão tinha tudo para ser dos mais preguiçosos em Londrina. Afinal, não é sempre que a estação mais quente do ano começa num domingo ocioso repleto de emoções pela TV, em função da transmissão das finais do Campeonato Brasileiro de Futebol e do torneio da Arábia Saudita com participação da Seleção Brasileira comandada por Zagalo.
Mas ontem, com o comércio aberto para as compras natalinas, muita gente teve que sair da rotina em Londrina, observando a cidade amanhecer com um ‘‘ar’’ diferente do habitual. Juntando-se ao zunzunzum das feiras nas ruas centrais da cidade, o intenso fluxo de veículos já antecipava uma movimentação anormal no trânsito logo pela manhã.
As piscinas de alguns clubes sociais, geralmente lotadas durante toda a tarde, estavam entregues às moscas. No centro, o movimento nas calçadas e lojas parecia indicar que o fim de semana ainda não havia chegado.
A bancária Marlei de Fátima aproveitou o domingo incomum para passear no Calçadão e fazer compras. ‘‘Se fosse um domingo qualquer, a esta hora eu estaria em casa conversando ou assistindo um filme. Mas hoje o clima está gostoso pra sair e ver gente’’, dizia ela, ao lado das irmãs. O comércio aberto atraiu também muitos consumidores de fora. Carros com placas de cidades vizinhas podiam ser vistos circulando pelas principais ruas do centro.
Para o pintor de móveis Eduardo Milton Picolotto, que veio de Arapongas acompanhado da esposa, amigos e familiares, a iniciativa caiu do céu. ‘‘Facilitou bastante, porque durante a semana não temos como nos deslocar até aqui’’, salientou.
Atendendo a um freguês em seu carrinho de cachorro-quente, o vendedor José Romualdo dizia que suas vendas estavam satisfatórias. ‘‘Eu esperava menos gente, fiquei surpreso com o movimento’’. Ele normalmente não trabalha aos domingos.
A estudante Tatiana Benelli, 15 anos, também ficou surpresa com o movimento ontem - só que em intensidade contrária. ‘‘Está ruim hoje aqui. Acho que o comércio aberto atrapalhou a diversão do pessoal’’, notou ela, ao lado dos pais, na piscina praticamente vazia do Iate Clube.
Centro lotado Em Maringá, o movimento de consumidores foi intenso na área central ontem à tarde. Os lojistas acreditam que as vendas ultrapassaram as melhores expectativas.
Abertos das 10 às 18 horas, os supermercados tiveram mais movimento pela manhã. À tarde, os gerentes reclamavam dos poucos consumidores que foram às compras. Para o consumidor, o comércio aberto no domingo é uma oportunidade para comprar ou mesmo passear.
‘‘Estou apenas olhando, mas de repente a gente acha algum presentinho barato e compra’’, disse o desempregado Robson Borges, que ontem passeava pelas lojas das ruas centrais com a família. (Colaborou Marcos Zanatta, de Maringá)

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