Marcos Zanatta
De Maringá
Apesar de proibidos, guardadores de carros, ambulantes e lavadoras de túmulos se concentravam ontem nas proximidades do portão principal do Cemitério Municipal de Maringá. A prefeitura demarcou uma área, a 50 metros do portão, como limite para a presença dos ‘‘comerciantes’’. A limitação já era para ser respeitada, mas ontem nenhum funcionário da prefeitura fiscalizava o local. ‘‘Este ano tem pouca gente aqui’’, disse a aposentada Maria Eudóxia Nascimento, que foi limpar o túmulo de parentes.
Todos os ‘‘trabalhadores’’, sem exceção, reclamam da falta de fregueses. As lavadoras de túmulos, que cobram entre R$ 5,00 e R$ 10,00, ‘‘dependendo da sujeira para limpar’’, eram as mais revoltadas. ‘‘Hoje é o último dia para limpar os túmulos e não consegui fazer metade do ano passado’’, disse a desempregada Ivonete Jesus Santana. Ela lembra que no ano passado não parou nos 10 dias que antecederam Finados.
Para os ambulantes, as vendas devem melhorar até terça-feira, Dia de Finados. ‘‘Estamos vendendo pouco, mas nos primeiros dias é assim mesmo’’, conformava-se João Ferreira Batista, que há três anos vende tubaína e pão com carne moída na frente do cemitério.

mockup