Em uma reunião que durou cerca de duas horas na manhã de ontem no 5º Batalhão de Polícia Militar, representantes das polícias Civil e Militar discutiram novos rumos para o combate à violência em Londrina. A primeira medida, anunciada pelo comandante do 5º BPM, tenente-coronel Luiz Carlos Deliberador, será a presença de 178 novos policiais nas ruas a partir de hoje. A maioria vai atuar na região do comércio central.
Os policiais negaram que a medida esteja relacionada ao protesto da última sexta-feira, quando comerciantes fecharam a Rua Benjamin Constant por cerca de uma hora para reclamar da falta de segurança. Outro protesto, intitulado ''Chega de Luto'', está marcado para amanhã de manhã no Calçadão. ''A entrada destes policiais já estava sendo preparada. Não tem nenhuma relação com estes protestos'', garantiu Deliberador. 'Eles vão atuar mais na área comercial da cidade, onde falta efetivo. Vai ser uma presença visível na região.''
Para o coronel Celso José Mello, chefe do Comando do Policiamento do Interior, a polícia vai atender os pedidos da comunidade, independente dos protestos. ''Eles estão no direito de fazer manifestação, mas também precisam levar os problemas à polícia, nos ajudar a trabalhar da melhor forma. Conseguimos reduzir o índice de homicídios nos últimos três anos, e agora vamos voltar o foco para o crime contra o patrimônio. Temos que atender as necessidades da comunidade. Se não atender, é porque estamos falhando. Somos pagos para isso'', afirmou o coronel.
Luiz Alberto Cartaxo Moura, delegado-chefe da Divisão Policial do Interior, reconheceu a necessidade de mudanças na atuação da polícia em Londrina. ''Temos que rediscutir a atuação em Londrina em todos os aspectos. As mesmas operações feitas em outras cidades não surtem efeito aqui. Vamos estudar um enfoque diferenciado, com novas políticas administrativas daqui para frente'', indicou Moura.
Durante a reunião, as autoridades policiais ouviram questionamentos e sugestões dos delegados da região, que ajudaram a identificar os principais crimes a serem combatidos e os locais que exigem maior efetivo policial. ''A cidade clama por uma presença maior da polícia, e é nesta direção que a gente vai trabalhar. Londrina precisa de soluções caseiras e efetivas. Por isso que estes novos policiais devem começar a trabalhar o quanto antes'', indicou o coronel Mello.
Os chefes do policiamento no interior ficam em Londrina até o fim da semana, acompanhando operações e a entrada de novos policiais nas ruas. ''Antes, as operações eram comandadas de Curitiba. Agora estamos agindo no foco. Um exemplo foi a operação recente na fronteira do Estado, visando combater grupos de assaltantes que querem vir para a região de Londrina. É uma cidade em progresso, onde corre dinheiro, o que acaba atraindo esses grupos'', finalizou Mello.

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