No início do ano passado, donos de videolocadoras de Londrina formaram um grupo para combater a pirataria na cidade. Passado um ano e meio desde as primeiras reivindicações, os proprietários resolveram abandonar a causa, dada como vencida por eles. ''Foram mobilizados vários órgãos, realizadas diversas reuniões e o setor não obteve o apoio esperado, então desistiu de brigar'', disse o advogado Josafar Guimarães, representante das videolocadoras. Segundo ele, hoje as reivindicações são feitas em âmbito estadual pela Associação Paranaense de Combate à Pirataria (APCP).
Conforme o delegado-adjunto da Receita Federal em Londrina, David José de Oliveira, o órgão é responsável por fiscalizar a produção e distribuição de produtos falsificados. ''Fiscalizar a venda no varejo fica a cargo dos órgãos municipais e estaduais'', assinalou.
Produtos vendidos diretamente em lojas também são fiscalizados pela Receita, já a venda física, por ambulantes, requer ações conjuntas com órgãos de fiscalização do município. Para o delegado, existe um conceito social permissivo. ''A sociedade aceita que os ambulantes sobrevivam da pirataria e se esquece que para cada pessoa envolvida no contrabando, a indústria nacional deixa de gerar cinco empregos, por exemplo'', apontou.
Ainda segundo Oliveira, a mesma população que compra produtos piratas tem renda suficiente para adquirir os originais. ''Hoje o comércio formal sustenta quem vende sua marca ilegalmente. Se não existisse a pirataria, os originais seriam mais baratos.'' (M.G.)

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