Bancos e órgãos públicos funcionam; indústrias e lojas dos shoppings também têm dia normal porque não fazem parte de acordo
O comércio de Londrina funciona parcialmente hoje. A maioria das lojas e supermercados não abre suas portas para compensar as horas trabalhadas pelos funcionários no dia 19 de dezembro, último domingo antes do Natal. É o resultado do acordo firmado entre o sindicato do Comércio Varejista e Sindicato dos Empregados no Comércio. Os bancos e órgãos públicos funcionam normalmente. As indústrias trabalham porque não fazem parte do acordo.
Os shoppings da cidade, também não abrangidos pelo acordo entre os sindicatos, abrirão suas portas. No Royal Plaza, que ontem esteve fechado para manutenção, a praça de alimentação começa a funcionar às 10 horas e as lojas abrirão das 14 às 22 horas. O Shopping Catuai anunciou que irá funcionar normalmente.
Segundo o gerente de Tráfego da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Jaime Eufrazio da Silva, a empresa irá operar durante todo o dia com horários de dias normais com 100% da frota, composta de 228 ônibus. Uma média de 500 funcionários deve estar trabalhando em cada turno.
No dia 26 de dezembro, quando o comércio fechou parcialmente, a empresa optou pela tabela de sábado, correspondente a 60% da frota normal, mas recebeu diversas reclamações de usuários. ‘‘Na outra vez colocamos a frota de sábado e tivemos problemas. Hoje vamos trabalhar normalmente mesmo que haja prejuízo para a empresa’’, garantiu.
Na avaliação do presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Valter Orsi, a troca do dia 19 de dezembro por esta segunda-feira foi interessante para os empresários e empregados. ‘‘Valeu porque foi o último domingo antes do Natal e no mês de dezembro o comércio vende até 50% a mais, quando janeiro é o mês mais fraco’’, analisou.
Orsi preferiu manter cautela sobre a reivindicação do Sindicado do Comércio Varejista, de abrir as lojas até às 22 horas durante a realização do Pré-Olímpico de Futebol, proposta rejeita pelo Sindicato dos Empregados. ‘‘O assunto deve ser analisado com calma. É preciso dar aos empresários mais autonomia e por isso defendemos a livre iniciativa’’, comentou.

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