Comércio em mercados municipais será avaliado
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sexta-feira, 16 de julho de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina deve receber, no próximo dia 28, o resultado de uma vistoria que medirá os boxes de quatro centros comerciais com hipotecas feitas no mês passado. Um deles é também um dos mais antigos e tradicionais da cidade: o mercadão Shangri-Lá, na Zona Oeste do município.
De acordo com o presidente da Cohab-Londrina, Carlos Eduardo Afonseca, a medida encomendada a uma empresa terceirizada vai avaliar tanto o tamanho dos boxes quanto o que é vendido em cada um deles, e por quem. Depois de pronto, o parecer será anexado à avaliação externa para que a autarquia decida que rumos podem ser tomados pela regularização entre os quais, abertura de licitação, realização de leilão ou permissão de uso.
''Como esses comerciantes não têm contrato desses boxes e o terreno é público, o processo de regularização exige essas avaliações'', explicou. Mesmo assim, frisou Afonseca, ''a idéia é que esses espaços não sofram alteração do público-alvo, já que isso ajudou na caracterização do que são hoje'', garantiu.
Além do Shangri-lá, estão sendo avaliados os centros da Vila Casoni (Área Central), do Jardim Kennedy (Zona Oeste) e do Parque Guanabara (Zona Sul), todos já hipotecados e avaliados em cerca de R$3,1 milhões. No caso do Mercado Shangri-Lá, a Associação dos Permissionários do local conta com 34 comerciantes que pagam taxas de permissão de uso avaliadas de R$ 80 a R$ 120 mensais por porta (das 100 existentes).
O presidente da associação, Luiz Alberto Pozza, é cauteloso ao comentar a expectativa dos associados depois da regularização. ''Queremos continuar trabalhando com uma garantia. Na próxima semana falaremos com a Cohab sobre essas avaliações'', resumiu.
Permissionário no local há 20 anos, Mario Yamanaka, 63, disse que até prefere comprar o próprio box para não pagar aluguel. ''Não quero que o prédio seja leiloado. Eu tenho aposentadoria, mas muita gente aqui é nova e precisa do box para sustentar os filhos'', lembrou. Já o colega Bernardo Quinteiro, 75 22 deles vividos no mercado disse que tem medo do futuro, mas ainda é otimista. ''Temos alvará da prefeitura e recibo dos pagamentos. Espero que isso nos sirva de alguma coisa.''


