Curitiba

Albari RosaDesrespeitoLei diz que caminhões podem usar lado esquerdo da rua para carga e descarga, mas comerciante afirma que regras não são respeitadasA ampliação dos locais para a carga e descarga de caminhões, que diminuiu as vagas de estacionamento nas proximidades das praças Generoso Marques e Borges de Macedo, está provocando queda na atividade comercial da região central. Desde o início do ano, seis lojas do calçadão da Praça Borges de Macedo (atrás do Museu Paranaense) já fecharam por falta de fregueses. ‘‘O comércio aqui já morreu’’, diz Nicolas Andre, que há 35 anos mantém uma loja de bolsas no local. Revoltados com o descaso da prefeitura, responsável pelas regras de estacionamento, alguns proprietários ameaçam fechar as lojas durante o dia em sinal de protesto.
‘‘Além de impedir o tráfego normal de veículos, os caminhões atrapalham também o acesso dos pedestres’’, diz a gerente de uma loja de armarinhos, Vera Lúcia Toporoski. Pela lei atual, os caminhões podem ocupar todo o lado esquerdo da rua para fazer a carga e descarga de mercadorias - somente o lado direito continua destinado para o estacionamento de carros pelo EstaR. A comerciante afirma que os caminhoneiros, no entanto, dificilmente respeitam estas regras e acabam ocupando os dois lados da rua. ‘‘Na semana passada, um deles ameaçou bater em um motorista particular caso ele não cedesse a vaga’’, conta.
Os proprietários de lojas também reclamam da última regra imposta pela prefeitura, estabelecendo que no horário comercial somente caminhões com capacidade entre 1,8 e 7 toneladas e com 7 metros de comprimento podem ocupar as vagas para descarregar. Desde que este decreto entrou em vigor, no final de setembro, os comerciantes afirmam que têm sido obrigados a pagar estacionamentos particulares somente para receber as mercadorias. ‘‘Se estacionamos nossas kombis ou caminhonetes por aqui somos multados na hora’’, diz a florista Teresinha Caldas.
O comerciante Nicolas Andre reclama que, desde o começo do ano, já recebeu oito multas por estacionamento irregular. ‘‘Os caminhões ocupam toda a rua e nossa única alternativa é parar em fila dupla’’, diz. Segundo Andre, as regras de ocupação da rua, que dificultaram o acesso dos carros, têm afastado até mesmo os turistas. ‘‘Pouca gente se dispõe a vir a pé até aqui só para visitar o museu e o Centro antigo da cidade’’, diz.
A gerente de equipamentos da Urbs, Lea Hatschbach, afirma que as regras de ocupação das vagas das ruas próximas às praças Generoso Marques e Borges de Macedo foram estabelecidas segundo o volume de tráfego da região. Ela diz que não existe, até o momento, qualquer plano de mudança nas regras de estacionamento dos caminhões nas áreas de carga e descarga. ‘‘O estacionamento de carros nestes locais sempre foi restrito e deverá continuar assim’’, afirma.

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