Comércio culpa usina por prejuízo
Trezentos comerciantes de sete municípios vizinhos da Usina de Salto Caixas realizaram um protesto ontem em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. Os empresários reclamam do prejuízo que a usina estaria causando ao comércio local, com a retirada de moradores que viviam nas áreas a serem alagadas no próximo dia 15. Os manifestantes foram recebidos pelo chefe da Casa Civil, Cândido Martins de Oliveira, e mais tarde se reuniram com a direção da Copel, que prometeu estudar os pedidos.
Os empresários estão se queixando que o movimento e faturamento de seus estabelecimentos caíram em torno de 50%, por causa da usina. Em alguns municípios, como Três Barras do Paraná, 33% da população ou 400 famílias saíram da cidade. Com isso, lojistas como Antônio Sechini tiveram que demitir funcionários para manter o negócio. Mas não está dando para continuar assim, porque já não existe cliente suficiente para que a cidade prospere, disse.
Além disso, eles se queixam que a Copel realizou a transferência das famílias de forma inadequada, mandando moradores das sete cidades (Capitão Leônidas Marques, Boa Vista da Aparecida, Nova Prata do Iguaçu, Cruzeiro do Iguaçu, Boa Esperança do Iguaçu, Quedas do Iguaçu e Três Barras do Paraná) para cidades distantes como Cascavel e Corbélia. Como a região é formada de minifúndios, quem ficou foi a população que vive no centro da cidade, basicamente trabalhando no comércio, diz.
O diretor da Copel, Ingo Hubert, disse que deve estudar o que foi pedido, mas ele ressalta que a empresa sempre obedeceu ao plano de impacto ambiental e de estudos econômicos, realizando corretamente as indenizações às famílias e aos comerciantes.Mauro FrassonReunidos em frente o Palácio Iguaçu, 300 comerciantes se queixam de que fuga de moradores das áreas a serem alagadas pelo reservatório de Salto Caxias já está reduzindo faturamentoIsrael Reinstein





