Enquanto tarifas de serviços públicos e prestações da casa própria são passados para o segundo plano no orçamento familiar, o comércio vai muito bem, obrigado.
Pelo menos é o que dá para concluir com os números apresentados pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) em Londrina. O serviço é coordenado pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e atende aos mais de 700 conveniados.
Entre janeiro e novembro deste ano, o total de registros ao SCPC foi 45,8 mil, contra 53,9 mil no mesmo período do ano passado. Ou seja, houve uma redução do número de inadimplentes no comércio em 17,67%.
Outro dado: também entre janeiro e novembro de 96, exatamente 1.060.715 comerciantes consultaram o SCPC na Cidade, contra menos de 900 mil consultadas no mesmo período do ano passado. Um aumento de 20,82% consultas, que pode-se traduzir também por aumento no número de vendas no comércio local.
Pelos dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito, o consumidor está também com mais disposição - e dinheiro -, em limpar o nome da praça quando atrasa ou deixa de pagar alguma conta no comércio. Este ano, o serviço cancelou o registro de 24.366 mil pessoas que estavam inadimplentes e pagaram a prestação, 21,55% mais do que no mesmo período do ano passado.
O comerciante pode registrar o nome do cliente no SCPC quando ele está em atraso no pagamento entre 45 e 90 dias. Quando o cliente paga a conta atrasada, o comerciante tem até 24 horas para comunicar o SCPC.
Para o diretor comercial da Acil, Júlio Louzada - que coordena os trabalhos do SCPC -, os números apresentados em princípio mostram duas coisas: o aumento das vendas, em primeiro lugar, e o aumento das vendas a prazo.
‘‘Pelas pesquisas que a gente faz, o movimento no comércio tem sido bastante positivo em relação ao ano passado’’, diz. ‘‘E em dezembro o aumento deve ficar em 25%’’.
O setor mais aquecido, segundo Louzada, é a linha de eletroeletrônicos: hoje o consumidor tem a possibilidade de comprar produtos, através do crediário, que até pouco tempo não era possível. Entre os sonhos de consumo até pouco tempo inatingíveis estão a televisão de 29 polegadas (que foi um dos grandes destaques deste ano), forno de microondas, videocassete, computador, entre outros.
(Lúcio Horta)

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