Apesar de já ter entrado na reta final, a reforma iniciada em setembro passado no Calçadão de Londrina (área central) ainda não tem a promessa efetiva de ser concluída para as festas de fim de ano muito menos para a abertura noturna do comércio, que a partir de quinta-feira funciona das 9 às 22 horas. Se depender da Secretaria Municipal de Obras, o trabalho não deve passar do dia 20 de dezembro. Contudo, no local, a Folha apurou junto a funcionários que participam da empreitada (e que preferiram não se identificar) que dificilmente tudo estará pronto até o Natal e Ano Novo.
''Está muito lenta (a reforma), quase parada. Além do que, ela resolve apenas temporariamente o problema dos buracos. Se lavar, as pedras saem de novo'', reclama a comerciante Norma Funai, de 40 anos. A advogada Têmis Rabelo, de 25, concorda e acrescenta: ''Reformado ou não, o piso é muito irregular, fácil de enroscar no salto e de derrubar gente. Não adianta apenas recolocá-lo, tem é que trocar'', diz.
Segundo o assessor técnico da Secretaria, Joaquim Wargha, que informou a data limite de 20 de dezembro, a troca do petit-pavet é uma opção ''culturalmente'' inviável. ''Há quase 30 anos que ele existe em Londrina; já é uma marca da cidade. O jeito é aprender a conviver e tomar mais cuidado'', diz Wargha, se referindo às lavagens feitas com jatos de alta pressão comumente usadas por lojistas e moradores. ''Isso prejudica o piso. Antigamente não tinha esses equipamentos, era mais tranquilo'', alega.
Quanto ao andamento da reforma, o assessor técnico admite a demora, mas justifica que, dado o encaixe pedra por pedra, não tem como ser diferente. Já o atraso em se finalizar a revitalização da Praça Marechal Floriano, de onde foram retirados os artesãos, estaria ocorrendo em função da falta dos materiais. ''Eles devem chegar esta semana, para daí a reforma começar de fato''.

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