Comerciária faz a acusação frente a frente com pediatra
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sexta-feira, 01 de fevereiro de 2002
Marta MedeirosEquipe da Folha 
Maringá - A comerciária J.M.A, 21 anos, confirmou em depoimento à polícia que sofreu abusos quando tinha 11 anos durante uma consulta na clínica do médico pediatra Silas de Mello Bruder. Antes do depoimento, a comerciária pediu para ficar frente a frente com o pediatra que em nenhum momento contestou as acusações. A polícia deve ouvir hoje uma outra ex-paciente de 31 anos que acusa o pediatra de a ter molestado aos 13 anos quando estava internada em um hospital de Maringá.
No depoimento, a comerciária disse que foi levada ao consultório do pediatra por ter contraído catapora. Ela contou que o médico estava em uma cadeira e a obrigou a sentar entre as pernas dele deixando-a apenas de saia e calcinha. Bruder teria passado as mãos pelo seu corpo, tocando-lhe a vagina e as nádegas. A comerciária disse que ficou envergonhada de tal forma que não conseguiu contar o episódio para a mãe, mas que se recusou a voltar para a consulta de avaliação.
J. afirmou também que nunca conseguiu se livrar do trauma, mas que passou na fase adulta a orientar mães de amigas para que não levassem suas filhas para o consultório de Bruder. Ela contou que criou coragem de procurar a polícia depois de ouvir notícias sobre a prisão.
Bruder foi preso em flagrante por atentado violento ao pudor quando estava no carro, sábado passado, com duas meninas, uma de 11 e outra de 12 anos de idade. Ele estava sendo investigado pela polícia por causa da denúncia da mãe de dois adolescentes que acusou o médico de abuso sexual.


