Os comerciantes de Londrina convivem diariamente com o medo de assaltados. Todos os meses, são dezenas de queixas registradas na polícia, e muitas delas acabam resultando em morte. Um dos casos mais recentes aconteceu no último dia 11, quando uma tentativa de assalto provocou a morte de Luiz Antônio Silvério, 53 anos.
A vítima estava em seu estabelecimento, o Bar do Luiz, na Rua Grajaú, na Vila Nova (área central), quando dois adolescentes entraram no local, por volta das 21 horas. Um deles atirou no comerciante, que foi atingido na região do abdômen e morreu horas depois no Hospital Universitário (HU). Os assaltantes fugiram, um de bicicleta e outro a pé, sem levar nada.
Uma semana depois, dois ladrões armados levaram R$ 1 mil do Supermercado Fortaleza, no Jardim Santa Rita 5 (zona oeste de Londrina). Uma funcionária e alguns clientes foram levados para os fundos do mercado. Depois de pegar dinheiro e cheques, a dupla fugiu em uma moto com as placas encobertas.
No início do mês, a população de Arapongas (37 quilômetros a leste de Londrina) assustou-se com a ousadia de quatro homens, que armados com uma metralhadora e duas pistolas, assaltaram um dos hospitais da cidade, levando R$ 20 mil e fugiram sem deixar pistas.
Fatos como esses têm levado comerciantes a buscar soluções radicais. Luiz Antônio Refundini, 46 anos, instalou grades grossas de ferro nas portas de sua padaria para impedir os assaltos. O estabelecimento, localizado próximo ao Residencial das Américas (zona norte), foi assaltado cinco vezes em dois anos. Desde que reforçou a segurança, há cerca de dois meses, Refundini só permite a entrada de clientes conhecidos ou que não lhe pareçam suspeitos.
Ontem a Folha procurou o comando da Polícia Militar para falar sobre a crescente onda de assaltos, mas o comandante em exercício, major Manoel da Cruz Neto, não foi localizado.

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