Cerca de 60 comerciantes da Avenida Colombo em Maringá vão distribuir hoje à tarde bolo e refrigerante em ‘‘comemoração’’ ao aniversário de dois anos da obra paralisada do viaduto. A comemoração é um protesto contra a interdição da pista por causa da obra que teve início em maio de 1997 e ainda está na fase de fundação.
Os comerciantes alegam que a partir da interdição da pista, a queda nas vendas é de 50% porque os consumidores não têm onde estacionar. Além disso, com o buraco instalado bem no meio da avenida Colombo, foi interrompida a passagem dos moradores do Jardim Liberdade, Carina e de outros bairros da região oeste da cidade. A alternativa é fazer o contorno construído cerca de 300 metros a frente da obra. ‘‘De carro ainda dá para fazer o contorno, mas para o pedestre é muito longe e quem está com pressa não passa por este caminho’’, reclama o comerciante Angelo Bulla, 66 anos.
A interdição da pista, no cruzamento da avenida Colombo com a avenida Guaiapó foi feita no dia 12 de maio de 1997. ‘‘Vamos comemorar esta vergonha, já que nossos políticos não conseguem trazer verba para acabar com esta obra’’, alfineta Bulla. Segundo ele, o bolo será confeccionado pelas mulheres dos comerciantes e moradoras da região. Além dos comerciantes que têm estabelecimentos localizados na avenida Colombo, também vão participar do protesto, comerciantes de avenidas próximas e moradores dos bairros atingidos pela obra paralisada.
Para viabilizar a distribuição de bolo e refrigerante, comerciantes e moradores da região se uniram e fizeram um tipo de mutirão para angariar recursos. Uma empresa doou mil litros de refrigerante. ‘‘Vamos ver se com este protesto os nossos políticos acordam e tomam uma providência.’’

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