Comerciantes terão que sair de terminal
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quinta-feira, 05 de fevereiro de 2004
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Os comerciantes com lojas no Terminal Urbano de Londrina (Região Central) têm 30 dias para desocupar os boxes ocupados atualmente, por exigência das obras de implantação de escadas rolantes e elevador. A comunicação oficial do prazo foi feita sexta-feira pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), responsável pela administração do terminal. De acordo com a companhia, a medida é necessária para viabilizar a construção no prazo de seis meses, estipulado no processo licitatório do transporte coletivo. A implantação das melhorias é responsabilidade da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), uma das vencedoras da licitação.
O projeto prevê a construção de quatro escadas rolantes e um elevador com capacidade para oito pessoas, que vai atender portadores de necessidades especiais. No térreo, a escada e o poço do elevador vão ocupar o local dos boxes onde hoje funcionam uma lanchonete, uma casa lotérica, a sede da TV Mídia e uma banca de revistas. Ali também será instalado um posto de atendimento do Sistema Nacional de Emprego (Sine).
A construção vai custar R$ 1,1 milhão. De acordo com o assessor técnico em transportes da CMTU, Antonio Bacarin, o investimento não será repassado ao preço da tarifa. ''O custo da obra está incluído na licitação do transporte coletivo'', garantiu. Segundo ele, a retirada dos boxes não gera indenização já que a concessão de uso foi feita mediante emissão de permissão a título precário, o que dá à prefeitura o direito de retomá-la sem ônus.
Uma reunião entre os comerciantes e a CMTU será realizada hoje, na sede da companhia. Proprietário da lanchonete do terminal, Ênio Luiz Sehn disse acreditar que a situação seja ''contornada''. ''Tenho quase certeza que vamos encontrar um denominador comum'', declarou. Para Bacarin, o prazo pode ser estendido, desde que respeite o cronograma previsto na licitação.
Com a retirada das lojas, cerca de 40 empregados diretos podem ficar sem trabalho. Para Bacarin, ''as melhorias vão beneficiar muito mais gente.'' Após a conclusão da obra, a CMTU deve licitar os espaços restantes. Já a disponibilidade para instalação de lanchonetes está em fase de estudo sobre a salubridade do local.


