Os comerciantes com lojas no Terminal Urbano de Londrina (Região Central) têm 30 dias para desocupar os boxes ocupados atualmente, por exigência das obras de implantação de escadas rolantes e elevador. A comunicação oficial do prazo foi feita sexta-feira pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), responsável pela administração do terminal. De acordo com a companhia, a medida é necessária para viabilizar a construção no prazo de seis meses, estipulado no processo licitatório do transporte coletivo. A implantação das melhorias é responsabilidade da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), uma das vencedoras da licitação.
O projeto prevê a construção de quatro escadas rolantes e um elevador com capacidade para oito pessoas, que vai atender portadores de necessidades especiais. No térreo, a escada e o poço do elevador vão ocupar o local dos boxes onde hoje funcionam uma lanchonete, uma casa lotérica, a sede da TV Mídia e uma banca de revistas. Ali também será instalado um posto de atendimento do Sistema Nacional de Emprego (Sine).
A construção vai custar R$ 1,1 milhão. De acordo com o assessor técnico em transportes da CMTU, Antonio Bacarin, o investimento não será repassado ao preço da tarifa. ''O custo da obra está incluído na licitação do transporte coletivo'', garantiu. Segundo ele, a retirada dos boxes não gera indenização já que a concessão de uso foi feita mediante emissão de permissão a título precário, o que dá à prefeitura o direito de retomá-la sem ônus.
Uma reunião entre os comerciantes e a CMTU será realizada hoje, na sede da companhia. Proprietário da lanchonete do terminal, Ênio Luiz Sehn disse acreditar que a situação seja ''contornada''. ''Tenho quase certeza que vamos encontrar um denominador comum'', declarou. Para Bacarin, o prazo pode ser estendido, desde que respeite o cronograma previsto na licitação.
Com a retirada das lojas, cerca de 40 empregados diretos podem ficar sem trabalho. Para Bacarin, ''as melhorias vão beneficiar muito mais gente.'' Após a conclusão da obra, a CMTU deve licitar os espaços restantes. Já a disponibilidade para instalação de lanchonetes está em fase de estudo sobre a salubridade do local.

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