Comerciantes são reincidentes
O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Sérgio Luiz Barroso, afirma que as apreensões de máquinas caça-níqueis são frequentes e feitas com base em denúncias. Entretanto, a reincidência é igualmente comum.
''Temos casos de apreensões feitas três, quatro vezes no mesmo estabelecimento. O dono dá um tempo, depois volta a colocar a máquina. A legislação é muito branda'', ressalta. Como a exploração de jogos de azar é tipificada como contravenção, e não crime, a pena pode ser o pagamento de cestas básicas ou multas.
O delegado diz que tem cobrado da Polícia Militar (PM) a realização de operações contra os caça-níqueis, uma vez que a PM dispõe de mais efetivo nas ruas. ''Embora seja importante coibir isso, nós (Polícia Civil) temos crimes mais graves para apurar. Temos juntado denúncias e procurado fazer as apreensões de uma vez só para otimizar recursos, já que é necessário fretar um veículo só para transportar as máquinas'', explicou. Barroso aponta, no entanto, que as pequenas operações dão bom resultado porque impedem que os contraventores saibam com antecedência dos locais onde ocorrerão as ''batidas''.
Sobre as denúncias de pagamento de propina a policiais civis por pessoas envolvidas com caça-níqueis, Barroso disse não ter ''nenhuma informação nesse sentido''.(V.N.)





