Comerciantes reclamam em Santa Felicidade
Mauro FrassonHélio José Budel tem os nervos à flor-da-pele por causa do tráfego de caminhões em frente à casaA comerciante Ludia Pianaro, 45 anos, usa palvras como insuportável e terrível para definir o tráfego que passa todos os dias em frente a sua loja, que fica na rua Manoel Ribas, no bairro Santa Felicidade. O atraso na conclusão do Contorno Norte, segundo ela, tem feito o movimento da loja cair porque os clientes não conseguem atravessar a rua ou estacionar os carros tranquilamente.
Embora não esteja perdendo clientela, o micro-empresário Hélio José Budel, 49 anos, está com os nervos à flor-da-pele. Ele reclama que o tráfego de caminhões causou rachaduras em sua casa e não dá descanso à noite. Para assistir TV a gente tem que ficar com o controle na mão, aumentando o volume quando eles passam e baixando-o depois, diz.
Segundo ele, inúmeras promessas já foram feitas de que o problema, causado pelo atraso nas obras do Contorno Norte, seria resolvido. Além dos comerciantes da Rua Fredolim Wolf e da Avenida Manoel Ribas, em Santa Felicidade, os moradores da Avenida Napoleão Manosso, caso de Budel, têm sofrido com o trânsito pesado.
O anti-pó não consegue suportar o peso da carga dos caminhões, que cortam caminho irregularmente pela rua para desviar de lombadas e semáforos. Apesar de reformado há 15 dias, ontem o anti-pó já apresentava buracos e ondulações. Na próxima chuva vai ficar em pedaços, afirma. Pela rua passam frequentemente caminhões carregados de calcário, que vêm de Rio Branco do Sul e de Colombo.
Conforme Budel, os motoristas não respeitam as placas que proíbem o tráfego de caminhão nestas ruas. O micro-empresário, porém, diz que não é por falta de fiscalização. Segundo ele, guardas municipais fazem blitz e aplicam multas de duas ou três vezes por semana. Os motoristas, no entanto, têm preferido arriscar a fazer um trajeto maior.





