Cascavel - A utilização da Avenida Tancredo Neves, em Cascavel, como ponto para a prostituição pode levar empresários a fechar ou a transferir seus negócios. Um dos empresários, que pede para não ser identificado, diz que muitos não pensam mais continuar e outros, como ele, começam a procurar outras regiões da cidade para estabelecer suas empresas.
A prostituição e a falta de segurança são considerados os maiores problemas enfrentados pelos empresários e moradores da avenida, um importante ponto comercial da cidade e um dos principais acessos à BR-277, saída para Foz do Iguaçu. ''É preciso que as autoridades ajam com rapidez para evitar uma debandada de empresas da Tancredo, o que seria muito ruim para o município'', afirmou outro empresário.
Os lotes baldios têm sido usados como abrigo e pontos de fuga também a praticantes de furtos na região. ''O medo é constante e obriga empresários e moradores a cancelar viagens e a não deixar os filhos sair de casa'', relata outro lojista.
O empresário José Polasek, tesoureiro da Associação Comercial e Industrial de Cascavel, disse que vai levar o problema para o Conselho Comunitário de Segurança de Cascavel (Conseg) e, através dele, discutir estratégias para a solução do problema com as polícias civil e militar. Ele e os demais empresários instalados na avenida entendem que a realização de rondas preventivas poderia amenizar os problemas.
O presidente da Acic, Rogério Stein, considera o problema grave e reforçou o compromisso de, através da associação, reivindicar ações rápidas para o problema. Stein apresentou dados de um levantamento técnico identificando o perfil das empresas estabelecidas na Tancredo Neves: 52% são da área comercial, 37% prestadoras de serviços e 11% indústrias.

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