Comerciantes reclamam das vendas fracas
Paralelamente à polêmica das listas, o presidente da Canaã, Ulisses Sabino, está tendo que se preocupar com a viabilização do Shopping Popular. Vários vendedores têm reclamado das vendas fracas e, quarta-feira da semana passada, quando a reportagem da Folha esteve no local, 20 boxes estavam fechados no 2º piso. ''Desde a inauguração do shopping, em janeiro, cerca de 30 pessoas não tiveram dinheiro para pagar o condomínio'', diz Sabino.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, discorda que o movimento tenha caído. ''É só você olhar, a situação melhorou muito. Eles (camelôs) no mínimo dobraram a renda. Eles estão com um novo público'', argumenta. Sabino concorda com Sella apenas em parte. ''Quem está em lugar bom está vendendo, o nosso desafio agora é ajudar quem não está com uma banca bem localizada'', diz o presidente. A próxima cartada será uma Praça de Alimentação, que deve ser inaugurada em junho.
Até o mês passado, a ONG Canaã também amargava dívidas de cerca de R$ 20 mil, resultantes de gastos com serviços de limpeza e vigia, contas de água e telefone. ''O que aconteceu é que muitos camelôs não pagaram suas taxas por falta de dinheiro, já que estavam gastando na mudança. Com a entrada dos pagamentos no dia 15 de março, a situação melhorou'', diz Sabino.





