Os comerciantes de Cascavel parecem não estar muito satisfeitos com as mudanças promovidas pela Companhia Cascavelense de Trânsito e Tráfego (CCTT) nos valores cobrados pela Zona Azul, que regulamenta o estacionamento no centro da cidade. Algumas entidades já se manifestaram e pediram uma reavaliação dos valores que foram alterados há 20 dias e que estariam prejudicando as vendas no comércio.
A principal reclamação tantos dos motoristas como dos comerciantes está relacionada à multa de R$ 3,00, que o proprietário do veículo precisa pagar caso seja flagrado sem o boleto que custa R$ 0,60, e vem sendo vendido nas lojas e pelos próprios fiscais da Zona Azul. Antes das modificações, quando a cartela custava R$ 0,50, o motorista tinha dois dias para regularizar sua situação pagando esse mesmo valor.
O presidente da Associação das Micro e Pequenas Empresas de Cascavel (Amic), Othmar Rempel, observa que os novos valores não estão conseguindo atingir o objetivo de assegurar a rotatividade nas 2,7 mil vagas gerenciadas pela CCTT, mas apenas afastando os consumidores. Para ele, a diminuição no preço das multas poderia refletir positivamente nas vendas. ''Se a CCTT cobrasse R$ 1,20 a multa, seria o dobro do valor do boleto e não seria tão caro'', diz.
A CCTT através de uma nota esclareceu que o sistema adotado em Cascavel é mais brando que os similares existentes em Londrina e Curitiba. Na capital paranaense, o cartão de uma hora custa R$ 0,75, e quem for notificado tem três dias para regularizar a situação mediante o pagamento de R$ 7,50. Já em Londrina, segundo a nota, o usuário do sistema não tem a possibilidade de regularizar, correndo o risco de pagar multa de 50 Ufirs.
O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas, Ederson Muffato, ressaltou que apesar de mais barato, o sistema não está agradando a população e que alguns segmentos da sociedade estarão se reunindo para encontrar novas idéias para a Zona Azul. ''Vamos levar ao prefeito algumas sugestões e ele já sinalizou com a possibilidade de mudanças'', completa.

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