Comerciantes pedem mais segurança na Av. Inglaterra
Telma Elorza
De Londrina
Comerciantes da Avenida Inglaterra, zona sul de Londrina, estão preocupados e revoltados com o número de assaltos que vêm ocorrendo na região. Grande parte das casas de comércio da avenida já foram assaltadas. A maioria, em plena luz do dia. O último assalto ocorreu por volta das 17 horas de segunda-feira, na casa lotérica Mina de Prata, instalada no local há apenas dois meses.
Segundo o proprietário da lotérica, Luís Carlos Itakura, 28 anos, esta é a primeira vez que foi assaltado. E olha que trabalho com isto há oito anos e tenho outra lotérica no centro da cidade, apontou. Itakura diz que ficou apreensivo com o assalto que, segundo ele, exemplifica o nível de insegurança da região. Nem o equipamento de segurança instalado pelo lotérico, um circuito interno de vídeo, afastou os ladrões que entraram na empresa sem ao menos um capuz. Os outros comerciantes já haviam me avisado que o número de roubos por aqui é muito alto e que os ladrões agem em pleno dia. Mas imaginei que, com a possibilidade de serem filmados, os ladrões não iriam arriscar, explicou.
Assim como a mais nova vítima, outros comerciantes cobram um maior policiamento ostensivo da área. Há uns tempos, havia duas duplas de policiais militares fazendo o patrulhamento a pé por aqui. E estava resolvendo a situação. Mas de repente tiraram os policiais e a coisa ficou feia, explicou o gerente da farmácia Tabajara, Darci Leal, 24 anos. Segundo Leal, desde que assumiu a gerência, há três anos e meio, a farmácia já foi assaltada três vezes, a última há duas semanas.
De acordo com os comerciantes, só este mês foram registrados cinco assaltos na avenida. Na panificadora Coffe House, o número de assaltos chega a assustar: só este ano foram três. Praticamente um por mês. O último, foi há duas semanas, apontou Fábio Pelegrini de Alencar, 20 anos, filho dos proprietários da panificadora. Para reduzir os prejuízos, a família começou a deixar pouco dinheiro em caixa. Mesmo assim, sempre levam R$ 150, R$ 200, contou.
O gerente da farmácia lembra que não é só o comércio que sofre com a ação de marginais. A região é cheia de escolas. As crianças também são abordadas nas ruas e ficam sem relógio, tênis, dinheiro. Só que, por ser coisa pequena, às vezes nem registram queixa, disse Darci Leal.
A proprietária de casa de massas Regalos, Aparecida de Fátima Lázaro, 44 anos, não gosta nem de lembrar a última vez que foi assaltada. Até tiro teve, disse. Há três anos neste endereço, a comerciante foi assaltada quatro vezes. Para ela, está faltando vontade para dar um jeito na situação. A gente reclama no Batalhão (da Polícia Militar), eles vêm, passam uma semana patrulhando, depois somem. E a gente fica aqui, arriscando a vida para trabalhar, reclamou.





