Comerciantes pedem mais segurança
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terça-feira, 14 de novembro de 2000
De Curitiba 
Comerciantes do bairro Portão, em Curitiba, promoveram ontem à tarde uma passeata para pedir mais segurança. No sábado, durante um assalto a uma casa lotérica, uma pessoa morreu e outra foi baleada gravemente. Hoje pela manhã, os lotéricos fazem outro protesto em frente a agência da Caixa Econômica Federal (CEF) da Praça Carlos Gomes. Em sinal de luto, os estabelecimentos vão ficar fechados até o meio-dia de hoje.
A presidente da Associação das Casas Lotéricas do Estado do Paraná, Rejane Dick, afirma que a média de assaltos na Região Metropolitana de Curitiba chega a um caso por dia. Hoje a nossa vida é de tensão. Entra uma pessoa e você não sabe quem é, conta. Rejane diz que as lotéricas ficaram mais visadas pelos assaltantes depois que a CEF determinou o recebimento de contas de água, luz e telefone. Por causa disso, ela acha que este ônus precisa ser dividido com a instituição.
Os lotéricos vão ter uma audiência com a direção do banco no Estado para elaborar um novo esquema de segurança: contratação de vigias armados, apoio de carros-forte e instalação de circuito interno de tevê. Eles dizem que não têm condições de fazer estes investimentos sozinhos. Para manter um profissional de plantão, cada banca de apostas teria que desenbolsar cerca de R$ 900,00 por mês. Mas a primeira medida que a categoria pretende ver implementada é a redução do horário do pagamento das contas.
Queremos receber contas de água, luz e telefone e todos o bloquetos da CEF até às 16 horas para a nossa própria segurança, justifica Rejane. Hoje, o sistema online do banco aceita o envio de valores a qualquer hora. Outra reivindicação é o aumento das comissões pelas faturas de serviços públicos quitadas nas lotéricas. Sem mencionar valores, a presidente da Associação das Casas Lotéricas compara que elas são menores do que os praticados pelos bancos. Podemos até continuar fazendo o serviço para a comunidade, mas o retorno está sendo muito pequeno. (D.V.)


