Da Redação
‘‘Falta muito para a Santos Dumont se tornar a avenida gastronômica de Londrina. A proposta é do próprio governo municipal, mas falta infra-estrutura para funcionarmos à noite, principalmente, depois da meia-noite’’, afirmou João Batista Barros, um dos comerciantes do Bairro Aeroporto (zona leste de Londrina). Os outros 19 proprietárias de churrascarias, pizzarias, restaurantes, flat e lanchonetes naquela avenida repetem a mesma coisa e as maiores queixas são contra os serviços de transporte coletivo e de recolhimento de lixo, além da falta de iluminação na rua .
Barros disse que é obrigado a pagar táxi para seus funcionários voltarem para casa depois da meia-noite por falta de ônibus. ‘‘Isto causa grande transtorno e custo para nós, comerciantes, e para a própria vida noturna de Londrina’’, afirmou.
Ele também não se conforma com o recolhimento de lixo somente nas segundas, terças e sextas-feiras. Na opinião dele, o problema chega a atingir até a saúde pública, pois têm que armazenar o lixo nos dias em que não é recolhido. ‘‘Isto não pode acontecer em se tratando de um comércio gastronômico, pois o lixo de alimento é o mais perecível que existe’’, desabafou Barros. O comerciante ressaltou que nos dias em que não há recolhimento, ele é obrigado a levar o lixo de carro até o Aterro Sanitário (zona leste).
Outro comerciante, Ivan Bobroff Maluf, afirma que é obrigado a pagar mensalmente R$ 160 para ter uma caçamba em frente a sua churrascaria, para depositar o lixo que não é recolhido nos dias pré-determinados. ‘‘Pouco adianta, pois no local aumenta terrivelmente o número de moscas, principalmente nos dias mais quentes’’. Barros e Maluf estão encabeçando um movimento para fundar a Associação dos Comerciantes da Avenida Santos Dumont.

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