Os comerciantes da região do lago da usina hidrelétrica de Salto Caxias, no sudoeste do Estado, pretendem realizar um novo protesto, pelo não pagamento de indenizações pela Copel. Na próxima sexta-feira, os 815 empresários e profissionais liberais atingidos pela obra vão se reunir em Três Barras do Paraná para estabelecer se realizam uma manifestação em Curitiba ou próximo da usina. ‘‘Independente da decisão, os protestos deverão ser mais agressivos que os anteriores’’, diz Clésio Vianna, um dos organizadores do movimento.
Vianna afirma que o governo estadual prometeu indenizar os prejuízos que tiveram com o funcionamento da usina, mas não cumpriu. ‘‘A população dos seis municípios vizinhos da usina caiu por causa da transferência dos habitantes para outras cidades’’, diz. O empresário informa que de seu município migraram mais de mil pessoas. ‘‘Muitas delas foram para as cidades de maior porte como Cascavel’’, informa.
Segundo Vianna, a Copel teria que pagar aos empresários em torno de R$ 15 milhões. Na última reunião, no dia 06, a estatal propôs aos manifestantes que, ao invés de ceder ativos para os municípios, pagaria R$ 1,2 milhão. ‘‘Esta proposta foi rejeitada pelos comerciantes, porque o valor fixado foi aprovado pela Copel quando fizemos a última manifestação’’, diz.
Pela proposta firmada com o Grupo de Estudos Multidisciplinar (GEM) da Copel os pequenos empresários receberiam 60 salários mínimos, os de médio porte 120 e os grandes empreendedores ficariam com 180 salários.
Os comerciantes dos seis municípios vêm realizando manifestações há dois anos e meio para pressionar o governo a pagar as indenizações. No último protesto, eles invadiram a Copel, além de realizar greve de fome até que fossem atendidos pelo governo estadual.

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