Comerciantes não vêem perspectivas
Além dos trabalhadores que ficarão desempregados com o fechamento da usina e da carbonífera, os comerciantes de Figueira também estão preocupadas com o encerramento das atividades, já que dependem do dinheiro proveniente das duas empresas para manter as portas abertas. A presidente da Associação Comercial e Industrial de Figueira, Elizabete Gemin, não vê boas perspectivas para o futuro do município. Ela conta que um abaixo-assinado está sendo preparado para ser enviado ao governo estadual.
Elizabete reclama que o Norte Pioneiro, onde está localizado o município, sempre foi esquecido nos grandes investimentos do Estado, pois ''as políticas públicas sempre se voltaram aos grandes centros''. Ela completa que é, por essa razão, que a região continua convivendo com índices alarmantes de pobreza e de baixa qualificação. ''De nada adianta ter um subsolo rico e um povo sem emprego'', ressalta.
O comerciante Nelson Plucinski, membro da Comissão Pró-Usina formada para lutar por sua manutenção, afirma que a única alternativa viável para evitar o fechamento de sua empresa será a demissão de alguns funcionários. Ele acredita que outros comerciantes não terão alternativa, a não ser fechar as portas. ''Temos que lutar para que o pior seja evitado. Ou, então, teremos grandes problemas'', declara.





