Comerciantes não querem deixar as lojas da Galeria Schaeffer
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segunda-feira, 18 de agosto de 1997
Dary Júnior 
Curitiba
Albari RosaImpasseComerciantes instalados na galeria receberam ordem para deixar o pédio até 5 de setembro. Não aceitamos sair porque tomaram uma decisão sem discutir conosco, afirma o proprietário do Restaurante Via XV, Mauro MarinelliOs comerciantes da Galeria Schaeffer vão permanecer ali, apesar de serem notificados para desocupar o prédio até cinco de setembro. O pedido de desocupação foi feito pela Urbanização de Curitiba S. A. (Urbs), que administra o imóvel. Não aceitamos sair porque tomaram uma decisão sem discutir conosco, afirma o proprietário do restaurante Via XV, Mauro Marinelli.
A assessoria de imprensa da prefeitura informou que a Urbs não vai se manifestar até o cumprimento da notificação. Já o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) tem posição firmada. Existe um projeto de transformar a Galeria Schaeffer em um parque temático para crianças, o que foi discutido na Associação Comercial do Paraná e amplamente divulgado pela imprensa, diz a arquiteta Ariadne.
A desocupação foi solicitada a seis comerciantes. Apenas o clube de xadrez e a galeria de arte que funcionam ali não foram incluídos na notificação. Vamos entregar um abaixo-assinado na prefeitura para garantir nossa permanência, avisa o dono do bar Mezanino, José Carlos Romão. Cerca de 1,1 mil clientes já deixaram seus nomes no documento. O objetivo é conseguir mais 2 mil assinaturas.
Segundo Ariadne, o prédio vai ser reformado para conciliar atividades recreativas e educativas. Só deve haver espaço para os comerciantes nos quiosques previstos pelo projeto, revela a arquiteta. Eles também podem sugerir sua tranferência para outras áreas de concentração pública que pertençam à prefeitura, acrescenta.
A proprietária do cafezinho da Galeria Schaeffer, Dibe Bechara, há 11 anos no prédio, desabafa: Queremos ficar aqui, onde investimos nosso dinheiro e damos sustento a 33 famílias. O procurador jurídico da Urbs, Sidney Martins, foi procurado pelos comerciantes e assegurou que a resistência à notificação vai forçar a ordem de despejo.


