Os proprietários de bares, restaurantes e lanchonetes contactados pela reportagem da FOLHA não souberam informar a quantidade de resíduos orgânicos produzidos em seus estabelecimentos, mas explicaram que fazem a separação para não poluir o meio ambiente. Em vários casos, os resíduos orgânicos são utilizados como adubo e nem chegam a ir para o aterro municipal.
Numa das casas de vitaminas mais conhecidas de Londrina, a Pastelaria Sergipe, o porprietário Jorge Sekiama separa e embala os restos de cascas de frutas que são recolhidos por um catador que leva para uma área para servir de adubo. O restante do material utilizado é separado e reciclado. ''Sobram pouco mais de 100 quilos por dia de lixo que vai para o aterro'', garante.
No Hotel Bourbon, o proprietário Roberto Vezozzo também recicla o lixo há anos. Latas, plástico, garrafas, tudo é separado do resto dos alimentos, que são colocados em uma máquina trituradora que torna os resíduos líquidos. ''Temos uma preocupação muito grande com a natureza e há muitos anos fazemos a separação e o reaproveitamento do lixo.''
No restaurante La Gôndola, a auxiliar administrativa Marilza Santos, informou sobre a reciclagem dos produtos e que os resíduos orgânicos são poucos. ''Não tenho muita noção do que produzimos, mas tenho certeza que não atinge os 200 litros por dia. Se isso acontecer, pagaremos uma empresa particular para recolher o excesso. Mas é muito difícil isso acontecer. Acho que não teremos problema'', afirma. (M.O)

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