Comerciantes da Iguaçu
apreensivos com sistema
Os comerciantes da Avenida Iguaçu, próximo ao Hospital Pequeno Príncipe, já começaram a se organizar para evitar dificuldades com a implantação do Estar na região. O gerente da mercearia Khatib, Mohamed Khatib, disse que vai tentar recuar o espaço da calçada que existe na frente de seu comércio para fazer um estacionamento próprio para clientes. ‘‘Se não tivermos uma área de estacionamento gratuito, os clientes vão deixar de parar e, consequentemente, de comprar aqui’’, diz.
O dono de uma panificadora da região, Arno Gueths, afirmou que a rotatividade de carros pode auxiliar na venda de produtos, principalmente de pães e leite. Mas desde que os clientes não tenham que pagar para estacionar por cinco minutos no local, tempo que ele considera necessário para a compra. ‘‘Teremos que entrar em entendimento com as agentes da Diretran para que liberem os clientes durante o pequeno período que estiverem aqui’’, argumenta ele, ‘‘ninguém irá pagar Estar para comprar dez pães’’.
O proprietário de um açougue, Carlos Rocha, acha que a venda de carnes aumentará com a possível implantação do Estar na região. ‘‘Muita gente deixa o carro aqui pela manhã e só retira à noite, com o Estar evitaríamos este desperdício de vagas’’, declara.
Ontem, o diretor da Diretran, José Álvaro Twardowski, disse que não tem previsão de implantar áreas de Estar na Avenida Iguaçu. ‘‘Temos que respeitar o limite da zona central de tráfego que termina na Silva Jardim’’, justificou ele. (L.P.)

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