Empresários, funcionários e compradores da Central de Abastecimento (Ceasa) de Londrina estão revoltados com a onda de furtos e assaltos ocorrida no local. Em duas semanas, dois comerciantes tiveram seus boxes arrombados e pelo menos três assaltos à mão armada vitimaram clientes.
A última ocorrência foi registrada na madrugada de ontem. Os boxes 2.007 e 2.008, de propriedade de Bruno Dirceu Esteves, 53 anos, foram invadidos por ladrões, que entraram pelo salão vizinho, serraram as grades laterais e levaram dinheiro, equipamentos de escritório e mercadoria. ‘‘Eles roubaram televisão, fax, telefone sem fio, uns R$ 500,00 e 20 caixas de alho. Com certeza usaram um carro para fazer isso, mas ninguém percebeu o roubo’’, disse Esteves, inconformado com o prejuízo de pelo menos R$ 2,5 mil. ‘‘De que adianta pagar R$ 1 mil de condomínio por mês se não temos a mínima segurança?’’, desabafou.
O comerciante também citou casos de assaltos à mão armada, ocorridos em plena luz do dia. ‘‘Um freguês de Birigui (SP) foi roubado e perdeu todo o dinheiro que trazia. Em outro box, os ladrões levaram o dinheiro dos clientes e ainda dispararam um tiro’’.
A administradora do box 2.010, Fernanda Farias, também criticou a onda de assaltos. Há 14 dias, o local onde trabalha também foi arrombado. ‘‘Perdemos um computador avaliado em R$ 6 mil, fax, telefones e até um relógio. A Ceasa está precisando de um bom administrador’’, criticou Fernanda, dizendo que trabalhou na central em Curitiba, onde há segurança 24 horas e crachás para controle de entrada e saída de pessoas do local.
O presidente da Associação Representativa dos Usuários da Ceasa de Londrina (Arucel), Clóvis Tsusaki, rebateu as críticas dizendo que os dias de pico registram pelo menos 3 mil pessoas circulando no local, o que dificultaria a atuação dos vigias. Para ele, a solução seria a médio ou longo prazo, com a implantação de um sistema moderno de segurança. ‘‘Já fizemos até um orçamento para adquirir um sistema com câmeras de vídeo. É a providência que pode ser tomada em conjunto com a associação’’, disse Tsusaki.
A Ceasa de Londrina possui 240 mil metros quadrados e movimenta mensalmente cerca de R$ 15 milhões. A central conta com 16 pessoas trabalhando na segurança. O aluguel mínimo de um box é de R$ 2,2 mil, mais R$ 600,00 de condomínio mensais. Além das 60 empresas associadas à Arucel, outros 1.180 produtores integram a Ceasa, por meio da Associação Norte Paranaense dos Produtores (Apronor).

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