Comerciantes contabilizam prejuízos
Desde que a agência do Banco do Brasil de Palmital fechou as portas, os comerciantes da cidade não param de reclamar. Pudera. Um levantamento feito pela Associação Comercial e Industrial de Palmital mostra que agência movimentou, durante o ano passado, cerca de R$ 10 milhões. É um dinheiro que ficou no município, diz o presidente da entidade, João Roberto Sartori. O fechamento do Banco do Brasil seria um desastre para Palmital.
O levantamento mostra que as cerca de 600 famílias de assentados receberam, em 1998, via Banco do Brasil, repasses de cerca de R$ 6 milhões. Outros R$ 1,5 milhão foram repassados aos pequenos agricultores através do Pronaf, além de R$ 400 mil para o custeio pecuário, R$ 500 mil para o financiamento das safras de milho e soja e mais de R$ 2 milhões com o pagamento dos cerca de 1,3 mil aposentados que recebem no BB.
Nosso movimento caiu em cerca de 80%, diz a empresária Fátima Adão, de uma loja de tecidos e confecções. Com o banco fechado, Palmital vive como se fosse feriado todos os dias, ressalta. Segundo ela, desde que a agência fechou, os assentados deixaram de fazer compras e os aposentados compram tudo em Pitanga ou Laranjeiras do Sul, onde vão receber. Os assentados são gente boa. Eles compravam e pagavam direitinho, lamenta.
Remédios Sílvio Nagahi, dono do principal supermercado de Palmital, calcula que o movimento no estabelecimento teve uma queda de pelo menos 40%. Além dos consumidores de Palmital, ele diz que perdeu clientes de cidades vizinhas, como Laranjal, Marquinho e Santa Maria do Oeste, que também trabalhavam com a agência do Banco do Brasil. Miguel Fernandes de Almeida conta que o movimento em sua farmácia também caiu em cerca de 30%.
O aposentado costuma fazer sempre a mesma coisa: receber no banco, pagar a luz, fazer compras e passar na farmácia, diz Almeida. Agora tudo isso está sendo feito onde ele pega o dinheiro. Para tentar reabertura da agência, Associação Comercial, prefeitura, Câmara de Vereadores e Rotary, entre outras entidades, já promoveram uma série de reuniões e, no mês passado, chegou a organizar uma passeata com mais de duas mil pessoas. (S.S.)





