Comerciantes compram armas e câmeras
Os comerciantes defendem-se como podem. Na semana passada, duas câmeras de vídeo foram instaladas em um bazar do San Fernando. A proprietária não sabe se serão o suficiente para coibir a violência. ''Foi o que deu para fazer, pois não tenho condições para contratar um segurança'', lamenta. Já o comerciante L.L. diz que a Polícia Militar chegou a deixar um policial no local. Mas foi só o policiamento ser retirado para que os assaltos voltassem a acontecer. Agora, confia apenas na defesa própria. ''Não só eu, todo mundo aqui tá se armando, pois, se a polícia não dá jeito, nós temos que proteger o que é nosso'', alerta.
Os comerciantes reclamam também que os menores são conhecidos e fazem parte de um mesmo grupo. A situação melhora quando são detidos. Mas a insegurança retorna pouco tempo depois, quando termina o período de internação no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi). O delegado Roberto Humming, do 4º Distrito Policial, diz que parte dos menores citados pelos comerciantes do local como autores dos assaltos são nomes já conhecidos da Polícia Civil. ''Alguns a polícia inclusive já deteve e encaminhou à delegacia do menor'', ressalta.
O tenente-coronel Rubens Guimarães de Souza, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, foi procurado pela reportagem da Folha para comentar a situação. Através de seu gabinete, Guimarães pediu para que os comerciantes do Vale San Fernando entrem em contato, explicando sua situação e expondo suas reivindicações.





