''Comprei a padaria quando ela já funcionava há sete meses, não fui eu quem deu o nome. Isso foi há seis anos. O nome não tem segredo, é só uma mistura de 'supimpa' com 'pão''', desdenha Marcelo Laforé Domene, proprietário da Panificadora Supimpão, no centro de Londrina. Ele afirma que nunca fez nenhuma pesquisa para saber a opinião dos consumidores sobre o nome, e acredita que a alcunha não fez diferença no sucesso do empreendimento. ''Acredito que o nome pode atrapalhar se for estranho demais, mas com o tempo ele se estabelece''.
Já Maria José Casarini e Dinha Marquezine acreditam que o nome foi decisivo para o êxito dos estabelecimentos comerciais de suas famílias. O pai de Maria José foi o criador de umas das lendas vivas dos nomes curiosos do comércio londrinense, a pastelaria Bode Cheiroso, que ainda está na ativa sob franquia, no centro da cidade.
Ela lembra que o nome foi tirado de um açougue que ficava ao lado da pastelaria, na Praça Sete de Setembro. ''O nome foi escolhido porque o dono deste açougue criava uns bodes, e também queria algo que chamasse a atenção, já que na época (1988) estava apoiando um candidato nas eleições para prefeito. Depois de definido o nome Bode Cheiroso, ele começou a colocar um bode na frente do açougue, dava banho nele, colocava fita. Pedimos pra usar o mesmo nome, porque todo mundo nos conhecia como 'aquela pastelaria ao lado do Bode Cheiroso'. Ele deixou'', diz Maria José.
O açougue fechou após três meses de funcionamento, e a pastelaria continuou. Em 1989, o episódio mais pitoresco e conhecido da história do Bode Cheiroso foi ocasionado justamente por causa do nome. ''O (ator) Paulo Gracindo estava em Londrina e ficou sabendo que tinha um lugar chamado Bode Cheiroso. Ele achou muito engraçado, veio conhecer a pastelaria e adorou. Assinou um recado em que chamava nosso pastel de 'o melhor do mundo', e a foto dele ficou exposta no local'', lembra ela.
''Tem que ser original e fazer uma coisa que não se confunda com nenhuma outra'', recomenda Dinha Marquezine, proprietária e criadora do nome da grife Seda Cáustica. ''Trabalhamos com seda e produzimos peças com um toque de sedução, algo que 'queima', daí o nome''.

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