Comerciantes ameçam voltar para as ruas
Os comerciantes que atuam no Shopping Popular disseram ontem que não estão preocupados com a decisão da Justiça. Alguns afirmaram que têm condições de pagar o aluguel e outros ameaçaram voltar para as ruas. A ONG Canaã, que ocupa 228 espaços do total de 330, informou que o repasse da Prefeitura cobre só o aluguel.
Trabalhando na atividade há quatro anos, o comerciante Márcio Gonçalves chamou de ''politicagem'' a decisão que suspendeu o pagamento do aluguel do Shopping Popular. ''Se era proibido porque liberaram?'' questionou. Ele revelou que os comerciantes já pagam cerca de R$ 80,00 de taxa de condomínio e calculou que seria possível absorver o custo do aluguel. Ele estimou que o aluguel representaria cerca de R$ 100,00 para cada comerciante. ''Quem sabe trabalhar aqui tem como se manter'', garantiu.
Marilda Gonçalves ressaltou que as condições de trabalho no Camelódromo são muito melhores mas disse que pode voltar para as ruas caso seus custos aumentem. ''Se tiver que pagar, vamos voltar para a rua'', comentou. ''Devolver dinheiro não dá porque todo mundo aqui trabalha para viver'', disse outra comerciante, sem se identificar.
A presidente da ONG Canaã, Clemari Santos de Oliveira, afirmou que contrato com o município nunca foi cumprido integralmente, porque estabelecia que a prefeitura pagaria também as contas de água e de luz. A saida foi estabelecer a taxa de condomínio. Clemari explicou que a prestação de contas é feita a cada três meses.





