Comerciantes abrem para compensar Copa
Londrina Na Avenida Waldomiro Ferreira da Silva (zona oeste), onde Londrina é quase Cambé, o feriado do Sagrado Coração de Jesus, padroeiro de Londrina, foi dia normal de trabalho para grande parte dos comerciantes. O canteiro central da avenida de dez quadras, que tem o nome de Marechal Deodoro da Fonseca em Cambé, é o limite entre os dois municípios. Na maioria dos feriados municipais, é comum ver lojas abertas em apenas um dos lados. No entanto, ontem, os comerciantes resolveram compensar o baixo movimento em época de Copa do Mundo.
A proprietária de uma oficina mecânica disse que pretendia folgar, mas lembrou que já foram muitos "dias perdidos" durante os jogos da seleção brasileira. "Para quem está no comércio não é fácil. Um dia faz falta para fechar as contas no fim do mês", justificou. "Amanhã (hoje) vai ter jogo de novo. Então não dá pra se dar ao luxo de parar por dois dias seguidos", reforçou o marido, se referindo ao confronto Brasil e Chile, pelas oitavas de final da Copa.
O dono de uma borracharia vizinha também apontou a redução de fregueses nos últimos dias. "Geralmente a gente para, mas hoje resolvemos trabalhar. Queria estar em casa, mas não dá", brincou. Na vizinhança, apenas alguns prédios tinham as portas baixadas. Já no lado de Cambé, tudo funcionava normalmente. Jonas Rodrigues, dono de uma motopeças, disse que o movimento costuma aumentar na loja em feriados municipais de Londrina. "Mesmo com alguns concorrentes abertos na cidade vizinha, sempre aparece mais gente atrás de nossos serviços."
Na região, pouca gente assimila a divisão dos municípios. "Para a gente é tudo uma coisa só, apesar de sabermos que existe a linha divisória aqui", contou Renato Tadeu, morador do Jardim Sabará, em Londrina. "Tem dias que tudo fecha de uma lado, aí temos que procurar a cidade vizinha, mas hoje ninguém quis parar, não", avaliou. A reportagem também encontrou alguns comércios abertos em outros pontos de Londrina. (C.F.)





