Comerciante recebe notas falsas de euro
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segunda-feira, 14 de julho de 2008
Fernando Rocha Faro 
O proprietário de um restaurante da Área Central de Londrina foi vítima de golpe ao receber duas notas falsas de cem euros cada. O golpe ocorreu na sexta-feira, mas só foi confirmado ontem, quando o comerciante, que preferiu ter a identidade mantida em sigilo, trocaria o dinheiro estrangeiro por moeda brasileira. A conta paga com as notas foi no valor de R$ 105,00, mas o prejuízo foi de cerca de R$ 500,00, uma vez que foi necessário devolver troco.
As notas falsas foram usadas por dois casais para pagar o almoço de sexta-feira. De acordo com o proprietário do estabelecimento, eles aparentavam ter entre 40 e 45 anos e falavam espanhol. No momento da abordagem, pergutaram se o restaurante aceitava o cartão American Express. Diante da negativa, questionaram se poderiam usar a moeda européia para quitar a despesa.
Os casais chegaram por volta das 13h50, perto do horário de fechamento do restaurante. ''Eles sentaram numa mesa bem localizada, conversavam bastante e não despertaram nenhuma suspeita'', comentou. Ele acrescentou que a falsificação é de boa qualidade e que só foi notada ao verificar a marca holográfica.
Um funcionário do comerciante tentou fazer a troca numa casa de câmbio localizada num shopping center ainda na sexta-feira. A transação foi rejeitada por suspeita de falsificação na tarde de ontem no Banco do Brasil. O comerciante informou que no próprio banco encontrou outra vítima dos falsários.
A ocorrência foi informada à Delegacia da Polícia Federal em Londrina, responsável pelas investigações sobre dinheiro falso. Antes do registro oficial, o delegado Fernando Lara informou que uma equipe já estava investigando a situação. Ele acrescentou que casos de derrame de notas estrangeiras falsas não são comuns na cidade.
''Fica a critério do comerciante se ele vai ou não receber em moeda estrangeira. Mas é importante identificar quem está pagando para evitar problemas'', sugeriu Lara.
José Luiz Bana, gerente da casa de câmbio onde a fraude foi identificada, informou que os funcionários da empresa são treinados para perceber as tentativas de golpe. Para ele, o ideal é que os comerciantes optem sempre por receber na moeda nacional. ''O correto é que o dinheiro estrangeiro entre no País via Banco Central e os turistas usem o real aqui dentro'', salientou.
Em fevereiro, o Cartório Central da PF informou ter registrado um aumento de 47,56% em aberturas de inquéritos por crimes de moeda falsa entre os anos de 2006 e 2007. Já em abril, uma operação contra o derrame de notas falsas na região resultou na prisão de sete pessoas e na apreensão de R$ 3,5 mil em cédulas falsificadas de real.


