O lançamento da cartilha orientando os comerciantes para a prevenção de assaltos só faz sentido se as policias Militar e Civil também tomarem medidas de segurança mais eficazes. A opinião é do comerciante João Carlos Cruzette, dono de uma casa lotérica em Curitiba. A mulher dele foi morta durante assalto no estabelecimento e ele resolveu tomar medidas categóricas contra a ação dos assaltantes. Organizou, em conjunto com moradores do bairro Portão, um abaixo assinado solicitando a instalação de um módulo policial na Praça Nossa Senhora do Rosário de Fátima, altura do número 1761, na rua João Bettega.
O documento deve ser entregue hoje para o deputado estadual Algaci Túlio (PFL), que se comprometeu em encaminhar para a Secretaria da Segurança Pública para futura avaliação. As assinaturas começaram a ser recolhidas na semana passada e até ontem somavam três mil.
Segundo Cruzette, a situação no local é tão drástica que os próprios moradores querem custear as obras de instalação do módulo, desde que a polícia se comprometa a colocar pessoal qualificado para garantir a segurança dos moradores. Na sua avaliação, só a ação preventiva dos comerciantes não basta para evitar assaltos. ‘‘Quase todas essas medidas que a cartilha recomenda, muitos comerciantes já adotam’’, diz. Mesmo assim, o quadro de violência ainda preocupa. Cruzette salienta que a situação é uma ‘‘questão social’’, que só será resolvida depois de ações conjuntas. ‘‘Nos tornamos prisioneiros no nosso próprio estabelecimento’’, lamentou.

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