Transformar uma das áreas de lazer de Londrina, a margem do Lago Igapó, em um local de convivência pacífica entre ciclistas e pedestres. Esta é a proposta da comerciante Samara Juny, frequentadora da ciclovia do Lago, que defende a melhoria da infra-estrutura do local, aliado a um trabalho educacional para garantir lazer seguro a todos.
Samara diz que o Igapó conta com pista de cooper e de caminhada, o que não impede que alguns poucos utilizem a ciclovia para andar. Resultado: os acidentes ocorrem e o apontado como culpado quase sempre é o ciclista, que, segundo o argumento dos pedestres atingidos, deveria ter desviado para evitar a colisão.
‘‘Certa vez eu acabei trombando e derrubando uma senhora que caminhava na ciclovia; ela brigou comigo e de nada adiantou eu dizer que ela é que estava no lugar errado’’, testemunha Samara. Segundo ela, estes pequenos acidentes são comuns e, embora de pouca gravidade, demonstram uma necessidade de Londrina. As poucas áreas de lazer precisam de organização, como acontece nos parques de cidades como Curitiba e São Paulo.
Segundo a comerciante, placas de sinalização poderiam orientar pedestres e ciclistas. Dessa forma, enfatiza, os guardas contratados pela prefeitura para zelar do patrimônio público teriam melhores condições de apelar aos frequentadores do Lago para que respeitassem as ‘‘normas de trânsito’’.
Aproveitando a bela paisagem, a prefeitura revitalizou a margem do Igapó, que funciona como pista de cooper e caminhada. Nesse caminho, marcado por cascalho, os ciclistas são proibidos de trafegar. A reclamação da comerciante é que o mesmo não acontece na ciclovia, localizada a poucos metros acima da margem do Lago, delimitada por um estreito corredor de terra entre as árvores do Igapó. Para ela, o bom senso deveria prevalecer para que ciclistas e pedestres tivessem convivência harmoniosa.
Como se não bastasse a falta de reconhecimento de seu espaço, os muitos ciclistas do Igapó têm de andar em verdadeiras ‘‘trilhas’’. Segundo Samara, nos dias de chuva as poças d’água são inevitáveis, dificultando o exercício, mesmo horas depois. ‘‘Seria bom que a melhoria da nossa pista fosse uma das primeiras atitudes da nova administração’’, sugere. Para ela, o investimento seria pequeno já que bastaria delimitar a ciclovia, providenciando a sinalização adequada, e melhorando as condições da pista com pedras, evitando lama e poças d’água sobretudo nesta temporada de férias, quando o número de frequentadores tende a aumentar.

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