Comerciante pode ficar no terminal até 2006
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sexta-feira, 12 de março de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Enquanto seis comerciantes que trabalham no Terminal Urbano de Transporte Coletivo de Londrina (Área Central) terão que fechar as portas para que seja realizada a reforma no prédio, uma das empresas que atua no local poderá funcionar até 2006 porque teve o contrato prorrogado. Desde ontem os equipamentos da TV Mídia, rede interna de televisão do terminal, estão na sala da administração.
De acordo com a diretora da TV Mídia, Estela Paris, a empresa alegou para a Companhia Municipal de Trânsito Urbanização (CMTU) que não precisaria de espaço físico para continuar atuando, uma vez que um monitor e um vídeo-cassete são suficientes para fazer a transmissão. Além disso, a diretora informou que a rede também veicula matérias de serviço, como horários e trajetos da linhas de ônibus, e que isso seria de interesse público.
Segundo o assessor técnico em transportes da CMTU, Marco Antonio Bacarin, a prorrogação da permissão da TV Mídia foi feita pela administração passada. Ele descartou o argumento que a prorrogação tenha relação com o fato de que o proprietário da empresa é filho de um vereador da cidade. ''Nós não vemos estas coisas, a gente nem sabia disso'', defendeu-se. Bacarin informou que a TV Mídia deverá encontrar nos próximos dias uma maneira de controlar o sistema de fora do terminal.
O proprietário da empresa, Marcelo Araújo, rebateu as críticas.''Nós não fomos favorecidos'', afirmou. Segundo ele, o contrato foi prorrogado em 2001 mas se não houver disponibilidade de espaço ele vai encerrar o serviço. ''O município é soberano'', disse.
Bacarin argumentou que a retirada dos comerciantes do local está diretamente ligada à necessidade de utilizar o espaço para a implantação das quatro escadas rolantes e do elevador. ''Por mim, se eles tivessem como continuar trabalhando sem usar o espaço não haveria problema. A notificação foi para que eles esvaziassem os boxes e não que deixassem de trabalhar, mas no caso da lanchonete uma coisa implica na outra'', argumenta.
Ontem pela manhã, o proprietário da lanchonete do piso térreo, Ênio Sehn, ressaltou que a forma como os lojistas foram tratados é um desrespeito. ''Há mais de nove anos, quando fizemos o contrato, houve uma concorrência e tive que pagar cerca de R$ 60 mil na época. Além disso fizemos investimentos no local e agora eles simplesmente tiram a gente daqui'', disse o empresário.
(Colaborou Adriana Savicki)


