Romualdo Zandrini tem 79 anos e há 35 vende sorvetes, água e refrigerantes no Calçadão de Londrina. Ele foi o único comerciante que conseguiu manter o quiosque em pé após a decisão do município de eliminar todos os espaços como o dele. Zandrini afirma que a luta não foi fácil, mas valeu a pena. ''Tenho uma liminar e estou com uma ação na Justiça para continuar aqui'', disse. Ele afirmou que o movimento tem aumentado nos últimos meses.
O comerciante afirma que sempre explorou apenas o espaço concedido pelo município e não vende bebidas alcoólicas. ''Sempre paguei meus impostos e trabalho de acordo com a lei, mas não sei até quando terei autorização para continuar aqui. Estou resistindo enquanto puder. No dia em que me obrigarem a sair eu fecho a firma'', afirmou. Para ele, o município deveria ter revitalizado o Calçadão e padronizado o quiosques, mantendo os serviços que, segundo ele, beneficiavam os comerciantes e a população.
Em abril de 2010 a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) iniciou a retirada dos 38 quiosques que comercializavam diversos produtos no Calçadção. A justificativa apontada pelo município era a revitalização do espaço. Na época o presidente da CMTU, André Nadai, afirmou que seria aberta uma licitação de 14 quiosques que explorariam o serviço no local. A reportagem ligou várias vezes para a CMTU ontem à tarde, mas não recebeu retorno. (M.A.)

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