Comerciante obtém liberdade provisória
Osmani Costa
De Londrina
O comerciante londrinense Osvaldo Sestário, 54 anos, que teria participado do assalto à empresa transportadora de valores Proforte, foi colocado em liberdade provisória no início da noite de ontem. O alvará de soltura foi concedido pelo juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Araújo Ribas, que preside o processo sobre o caso.
Osvaldo Sestário que não quis conceder entrevista e nem ser fotografado estava sendo esperado na portaria da Prisão Provisória de Londrina (PPL) pelo seu filho, o advogado Osvaldo Sestário Filho. O alvará de soltura, para que o comerciante continue a responder as acusações do processo em liberdade, foi entregue à direção da PPL pelo oficial de Justiça da Vara de Execuções Penais (VEP) José Abrahão da Silva. Minutos depois, Sestário saiu da prisão com o rosto enrolado em uma toalha.
A Folha não conseguiu encontrar, ontem à noite, o juiz Arquelau Ribas, para que ele comentasse os motivos que o levaram a conceder a liberdade provisória ao comerciante, que é acusado de ter dado apoio logístico à quadrilha que assaltou a Proforte no início de setembro.
O assalto foi praticado por cerca de 15 homens fortemente armados, que mantiveram funcionários da Proforte sob ameaça em cativeiro por várias horas e levaram aproximadamente R$ 2,9 milhões.
O delegado-operacional da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Valdir Abrahão da Silva, que coordenou as investigações, acusa Marcelo Moacir Borelli de ser o chefe da quadrilha. Borelli está foragido desde a época do assalto. Outros dois foragidos da Justiça que seriam integrantes da quadrilha estão presos na PPL. Eles e Sestário já foram interrogados pelo juiz da 4ª Vara Criminal e negaram participação no assalto à Proforte. O processo está em fase da tomada de depoimentos de testemunhas do assalto.





