O comerciante José da Rosa Vicente, 78 anos, morreu ontem ao ser atropelado por um carro da marca Peugeot, placa CBI 6006, no cruzamento das Avenidas J.K com Rio de Janeiro, no centro de Londrina. Vicente foi colhido pelo veículo quando atravessava a rua na faixa de pedestres. Arremessado a 17 metros, caiu no canteiro central da avenida. Até o final da manhã, o motorista ainda não tinha sido identificado.
Um mototaxista, identificado apenas por Saulo Rocha, teria presenciado o acidente e declarado a uma rádio que ele e o motorista do Peugeot trafegavam pela JK e que o sinal estava aberto para os veículos. De acordo com o mototaxista, José Vicente não teria esperado o sinal fechar para atravessar a rua. A testemunha não foi encontrada pela polícia no local. Segundo informações de moradores da região, o mototaxista teria levado o condutor do veículo ao hospital porque estaria em estado de choque.
De acordo o delegado Marcos Belinati, que atendeu o acidente, não foi caracterizado evasão do local. ‘‘Pelas informações que colhemos, o motorista parou para dar assistência, ligou para o Siate e ficou esperando o socorro. Mas ele estava muito nervoso e teve que ser medicado’’, explicou. A polícia espera que o mototaxista e o condutor do veículo se apresentem o mais rápido possível.
A família do comerciante esteve no local do acidente e ficou muito abalada ao ver o corpo na grama. A esposa de Vicente, Antônia, desmaiou e teve que ser atendida pelo Siate. José Marcos da Rosa Vicente, 37 anos, não se conformava com a morte do pai. ‘‘Ele sempre foi uma pessoa extremamente paciente e cuidadosa no trânsito’’, afirmou. Segundo Marcos, o pai era proprietário do Café Ipanema, no Calçadão, e sempre fazia o mesmo caminho para ir ao trabalho. ‘‘Eu não acredito que ele tenha cruzado a pista com sinal fechado’’, disse.
De acordo com o perito do Instituto de Criminalística de Londrina, Luiz Carlos Kovacs, o laudo do acidente deve sair em 10 dias. Mas, segundo ele, já é possível afirmar que o Peugeot estava em alta velocidade. Segundo Kovacs, até que a testemunha se apresente, a priori a culpa pelo acidente é do motorista. ‘‘O direito do pedestre prevalece’’, disse.
A Companhia de Trânsito (Ciatran) de Londrina registrou, no primeiro semestre deste ano, 150 atropelamentos com 11 mortes. Apenas em julho, até as 12h30 de ontem, foram registrados 21 atropelamentos, com uma única morte.

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