Comerciante mora perto do trabalho e só anda a pé
O comerciante José Tito de Souza mudou-se há três anos para bem perto do seu trabalho e há três meses vendeu o carro. Agora só anda a pé. Mesmo desconhecendo a jornada ''Um dia sem meu carro'', promovida pela prefeitura, ele gostou da idéia: ''As pessoas ficam mesmo acomodadas e não andam mais a pé nem por três quarteirões.''
Álvaro Eloi Monteiro de Castro e Daniela Pilz, que ontem passeavam a pé pelo centro de Londrina, também apoiaram a idéia de deixar mais vezes o carro na garagem. ''Londrina já tem problemas de estacionamento e, além disso, as pessoas param em filas duplas, com o carro ligado, poluindo o ar,'' disse.
Segundo Daniele, que já morou em São Paulo, onde hoje acontecem os rodízios de automóveis, muita gente nem pensa sobre o assunto e se não houver um tipo de punição, como multas, a exemplo do que é feito lá, dificilmente as pessoas vão deixar o carro na garagem para andar ou usar outro meio de transporte.
O taxista Armando de Jesus, de um ponto no centro da cidade, aprovou a idéia, pensando em causa própria. Segundo ele, com as pessoas deixando o carro na garagem seu movimento pode aumentar. Segundo Armando tem passageiro que pega um táxi para andar três a quatro quadras. ''A corrida começa com R$ 3 e tem dia que pula de três a quatro vezes o taxímetro,'' contou.





