Mais que o saudosismo, foi a necessidade que motivou a reconstrução de uma casa de madeira demolida na rua Borba Gato (Área Central) e transportada para o jardim São Francisco (Zona Oeste), no primeiro semestre deste ano. Durante cinco anos, a comerciante Mara Piaza ocupou o imóvel com o brechó que mantinha no centro da cidade. Quando o proprietário vendeu o terreno e pediu a desocupação, ela ficou sem ter para onde levar todo o estoque de roupas usadas.
A solução, proposta pelo comprador, foi reconstruir a casa no terreno onde Mara já tinha uma residência nos fundos. ''Eles me deram 15 dias de prazo para sair. Como viram que não tinha para onde levar minhas coisas, acabaram se oferecendo para reconstruir a casa'', contou.
A iniciativa agradou Mara, que no novo imóvel abriu uma loja de móveis usados. Paranaense que passou a maior parte da vida no Rio de Janeiro, entretanto, ela não se apega ao contexto histórico das construções de madeira. ''A casa ficou ótima, mas não tenho apego a ela. Se não fosse minha filha mais nova estar estudando em Londrina, voltaria para o Rio e deixaria tudo para trás.'' (C.A.)

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