O comerciante Cláudio José Figueiredo, 32 anos, foi assassinado com dois tiros na cabeça durante assalto ocorrido na noite de anteontem na região da Ponte da Amizade (Brasil/Paraguai), em Foz do Iguaçu. José Carlos Herberg Filho, 25 anos, colega da vítima, levou um tiro de raspão no pescoço. A polícia prendeu três pessoas acusadas de cometer o crime.
O homicídio, registrado na fronteira, envolveu cinco pessoas infiltradas num grupo de sacoleiros de Guarulhos (SP). A quadrilha estava numa excursão da cidade paulista e se hospedou no mesmo hotel que os demais compristas.
Segundo a polícia, há informações de que as vítimas estariam interessadas em comprar produtos de informática desviados de um carregamento em São Paulo – Cláudio José era dono de loja de informática no Paraguai. Durante a suposta negociação, a quadrilha deu voz de assalto, roubando US$ 8 mil (R$ 17,4 mi), um Versailes e um aparelho celular. Antes de fugir, os integrantes mataram Cláudio José e feriram José Carlos.
O latrocínio (roubo seguido de morte), cometido na Avenida José Maria de Brito, na Vila Portes, na região da Ponte da Amizade, mobilizou as polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal. Através de investigações, os policiais souberam que os homicidas pegaram um táxi na BR-277 rumo a Corbélia (região Oeste).
Sidnei Ribeiro Soares, 22 anos, Isaque Alexandre, 28, Alex Valentino da Silva, 28, foram presos quando passavam pelo posto de fiscalização da Polícia Rodoviária, em Céu Azul (83 a nordeste de Foz). Segundo os patrulheiros, eles estavam com uma pistola Taurus 380, o aparelho celular e US$ 800 (R$ 1,7 mil). O restante do dinheiro teria sido levado pelos bandidos que conseguiram fugir. O Versailles foi encontrado na rodovia.
O trio foi encaminhado à 6ª Subdivisão Policial (SDP), em Foz. Porém, os suspeitos pouco falaram com a imprensa, limitando-se a negar a autoria do homicídio. Eles foram encaminhados à Cadeia Pública de Três Lagoas, onde responderão inquérito por latrocínio, cuja pena pode chegar até 30 anos de prisão.
A Polícia Civil chegou a reter o ônibus e os demais sacoleiros de Guarulhos no pátio da delegacia, acreditando na possibilidade dos outros dois criminosos terem retornado ao grupo que voltaria para a cidade paulista. José Carlos, o sobrevivente, entretanto, não reconheceu os criminosos entre os passageiros.

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