Comerciante é morto com uma facada
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2005
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Uraí O comerciante Carlos Alberto Dias, 41 anos, conhecido como Bronzo, foi morto ontem com uma facada nas costas, em Uraí (26 km a oeste de Cornélio Procópio). Ferido, ele andou ainda quase 200 metros antes de cair na porta do hospital. O crime aconteceu por volta das 1h30, em frente ao bar que pertencia à vítima. Um homem identificado apenas como Antonio é o principal suspeito do assassinato.
Segundo a polícia, a vítima estava cerrando as portas do estabelecimento quando foi surpreendida pelo golpe. A mulher dele, que estava sentada, fazendo crochê dentro do bar, ouviu um grito e correu em direção ao marido. Bronzo teria pedido para a mulher esperar, enquanto pedia socorro no hospital. Mesmo sangrando, ele andou duas quadras até a Santa Casa de Uraí, quando caiu inconsciente. Foi socorrido, mas morreu meia hora depois. A mulher é a única testemunha.
Segundo a polícia, a mulher disse que Dias estava junto com um conhecido na frente do bar, mas nunca imaginava que a conversa terminaria em tragédia. Antonio teria dado o golpe em Bronzo e fugido em um carro. A polícia ainda não tem pistas do suposto assassino.
Extra-oficialmente, um policial disse que os dois tiveram um desentendimento há poucos dias, sem confirmar, no entanto, se esse episódio teria alguma relação com o homicídio de ontem. Segundo o policial, o bar era bem movimentado, mas dava pouco trabalho para a polícia.
Outro assassinato - Em Cascavel, na madrugada de ontem, outro homem morreu praticamente nas mesmas circunstâncias da vítima de Uraí. Às 2h15, no Parque São Paulo, na periferia, em frente ao Clube Canecão, Cristiano Martins, de 25 anos, foi atingido por um golpe de faca na altura do pescoço.
Segundo testemunhas, interrogadas pela polícia, a vítima discutiu com um grupo de pessoas, do lado de fora do clube, antes de ser esfaqueada. Os agressores, que provavelmente são do Bairro 14 de Novembro, fugiram depois da confusão. Martins, que morreu no local, morava na Rua do Feitor, Jardim Santa Catarina.


