O comerciante José Carlos Stuchi, 35 anos morreu ontem no início da noite com um tiro no tórax disparado por um homem negro, alto, cabelos encaracolados, usando calças jeans e camisa branca. A descrição do possível assassino foi feita por duas testemunhas que se encontravam na rua e o viram fugir a pé rumo ao Terminal Rodoviário de Londrina. O crime aconteceu na loja de Móveis Bruna’s Arte, localizada na Avenida Jorge Casoni, 2242, área central.
Pelos levantamentos feitos pela polícia no local - conforme o rastro de sangue encontrado no piso - o tiro foi desferido nos fundos da loja onde possivelmente a vítima estaria sentada na sua escrivaninha. O comerciante teria caminhado mais de quinze metros até cair na porta de entrada da casa comercial onde o corpo foi encontrado. O Siate atendeu logo em seguida ao chamado, mas quando chegou ao local a vítima já estava morta.
Paulo WolfgangO delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial, Acácio Azevedo, disse que em princípio nada havia sido roubado. Uma pasta com cheques, cartões de crédito, documentos e dinheiro foi encontrada intacta embaixo da escrivaninha. ‘‘Vamos trabalhar com as mais variadas hipóteses. Não descartamos a hipótese de ter sido uma tentativa de assalto, bem como de ter ocorrido uma discussão por outro motivo que acabou no tiro’’, disse o delegado-adjunto.
Acácio de Azevedo comentou sobre a hipótese de o assassino ter ido até o fundo da loja onde se encontrava o comerciante, abordando-o sem que ele reagisse. ‘‘No local não vimos nenhum vestígio de luta corporal, o que nos leva a crer que a vítima recebeu o tiro de surpresa sem nenhuma intenção de se defender. A tentiva que ele fez para chegar à porta seria apenas para pedir socorro’’.
José Carlos se encontrava sozinho no momento do crime. Apenas a doméstica Sirlei Moreira estava na residência da família, que fica na parte superior da loja. Ela disse à Folha que não viu nada, nem ouviu o estampido do tiro. José Carlos morava com a esposa Adriana e os sogros Mateus e Eliza Casanova na sobreloja. Os familiares haviam saído e, ao chegarem no local, ficaram em estado de choque. A esposa Adriana precisou de atendimento médico. Amigos da família disseram que José Carlos era pessoa muito querida e não tinha inimigos. ‘‘Ele trabalhava sem dívidas, estava em uma situação estável. Recebeu a casa de comércio do sogro para continuar tocando o negócio’’, contou um amigo que pediu para não ser identificado.
Somente este mês foram mortas sete pessoas em Londrina. De janeiro até agora foram registrados um total de 57 homicídios na cidade.

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