Comerciante diz ter revivido o nascimento
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de junho de 1997
Da Redação 
César AugustoRoberto Todeschini: Para mim, o que aconteceu foi mesmo realÉ como se fosse um barco que está indo embora, você não vê ninguém ao seu lado, apenas o horizonte. Assim o comerciante Roberto Luiz Todeschini, 34 anos, descreve o momento em que estava em profunda meditação e começou a narrar fatos que aconteceram no seu passado. Ele acredita que realmente regrediu até a vida intra-uterina. Fui induzido de uma forma ou de outra, mas, para mim, o que aconteceu foi mesmo real, afirma.
Segundo o comerciante, ele estava em uma espécie de transe. Roberto Todeschini relata que quando a sessão de regressão teve início, passou por um estágio de torpor. Fui, devagarinho, sentindo baixar a temperatura, as mãos pesadas, as pernas formigando, ele descreve. Depois, afirma, viu um túnel escuro e, em seguida, um céu azul e o horizonte.
César AugustoAlessandra: Eu não conheci minha mãe e agora pude vê-la
Entre os vários momentos de que lembrou do passado de sua vida, Roberto Todeschini cita um episódio que aconteceu quando ainda estava no ventre de sua mãe. Os pais moravam no Rio Grande do Sul e tiveram de deixar a terra natal para vir ao interior do Paraná. Eles (pais) estavam deixando tudo para trás e eu vi a minha mãe chorando.
Durante a regressão, o comerciante diz ter achado mais interessante reviver o seu nascimento. Ele afirma ter visto a sala do hospital onde aconteceu o parto natural e ouviu alguém dizendo que ele havia chegado em um avião. Para Kfouri, isso deve ter sido dito à mãe de Roberto por uma enfermeira, em tom de brincadeira.
Roberto Todeschini diz ter resolvido fazer o curso para ter mais conhecimento. Foi uma experiência diferente, resume, ao se referir à sua participação na demonstração de regressão. Ele acredita que a regressão realmente pode ajudar a resolver seus problemas. A gente é induzido a ter uma visão melhor da vida, afirma.
César AugustoMarina: sensação de estar apertada no ventre de sua mãe
Para a estudante Alessandra Merighe, 18 anos, a regressão foi válida principalmente para poder ver a mãe, que morreu durante o seu parto. Eu não cheguei a conhecê-la e agora pude vê-la, diz, emocionada. Ela é bonita, eu realmente a vi. É diferente de conhecê-la através de fotos.
Alessandra Merighe confessa que resolveu fazer o curso por curiosidade, ao ser convidada por uma amiga. Ela acredita ter mesmo regredido de idade e explica que não consegue se lembrar de todos os detalhes ocorridos durante a sessão. Me lembro do professor pedindo para escrever meu nome no quadro.
César AugustoGuilherme: com um mês de gestação, mãe sabia que era um menino
Na opinião da estudante, o curso ajudará a se sentir melhor. Sobre a afirmação de Fauze Kfouri de que após esta regressão não sentirá mais trauma com a morte da mãe, ela diz não saber. Agora, tem que deixar o tempo passar para saber.


