Da Redação
A denúncia de extorsão praticada por alguns policiais foi confirmada pelo comerciante londrinense F.C.F (que pediu anonimato), que procurou a Folha para reclamar da postura de alguns policiais rodoviários. F.C.F disse que mandou um funcionário até uma cidade próxima a serviço com uma picape da firma e que este teria sido parado em um posto da Polícia Rodoviária.
‘‘Depois de procurar muito, os policiais invocaram com a carga que o rapaz levava, dizendo que estava irregular e que só liberariam se ele desse R$ 50,00’’, contou. Segundo o comerciante, o funcionário admitiu que tinha R$ 50,00 na carteira. ‘‘Mas ele disse que precisava ficar com um valor suficiente pelo menos para abastecer, almoçar e pagar pedágio. O policial disse que não tinha problema, que daria troco. E deu: ficou com R$ 30,00 e devolveu R$ 20,00 para o rapaz’’, acusou.
Denúncias envolvendo policiais militares não deveriam ser investigados pelos oficiais da própria PM, mas por um grupo do Centro de Direitos Humanos. A opinião é de um PM de Foz do Iguaçu que procurou a Folha anteontem. Ele acredita que a intervenção de um grupo ‘‘não militar’’ garantiria imparcialidade nas investigações. ‘‘Oficial sempre vai proteger oficial’’, alegou.
Outro PM da ativa, que pediu para não ser identificado, disse que todos os problemas apresentados nas reportagens que a Folha mostrou esta semana não são específicos de Londrina. ‘‘Tenho parentes que são policiais em Cascavel e Curitiba e essas barbaridades acontecem no Paraná todo’’, afirmou. Um dos pontos destacados pelo policial é o excesso de autoritarismo dos oficiais.