A eleição do novo Conselho de Administração do Terminal Rodoviário de Londrina, ontem de manhã, no auditório da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), foi marcada por uma polêmica: um dos ex-conselheiros, Joselito Tanios Hajjar, acusou a gerência do Terminal de ‘‘armar’’ para retirá-lo do conselho. Joselito, que é dono da Rodobanca, diz que a eleição deveria ser realizada somente em junho. Para antecipá-la - ele acusa -, três conselheiros renunciaram para provocar nova eleição.
Mas Joselito Hajjar estranha: ‘‘Se eles queriam sair, porque voltaram para a única chapa que concorreu na eleição?’’ O comerciante diz que seus problemas começaram quando começou a criticar a mudança de fluxo de passageiros no Terminal Rodoviário, ‘‘privilegiando o setor de embarque e abandonando o setor de desembarque’’. Segundo ele, o movimento da Rodobanca caiu significativamente.
O gerente do TRL, Washington Dutra Lopes, diz que os conselheiros renunciaram para provocar a eleição, não com a intenção de prejudicar Joselito, mas para que um novo conselho fosse eleito e começasse a trabalhar em sintonia com a nova administração municipal.
Lopes comenta que as definições dos locais de embarque e desembarque são realizadas após estudos técnicos. ‘‘O fluxo de passageiros está distribuído em todo o Terminal’’, garante. O gerente do TRL afirma que Joselito Hajjar pode trocar o local de seu estabelecimento, caso acredite que o movimento naquele setor do Terminal esteja fraco.
Segundo Lopes, Joselito teve várias atividades no TRL - pipoqueiro, máquina de churros, de crepe suíço, franquia do Sercomtel para venda de fichas - e nada deu certo. O gerente disse que não sabe por que Joselito não foi convidado para fazer parte da chapa única ao Conselho.
Washington Lopes explica que o Conselho de Administração do TRL é formado por dois representantes das empresas de ônibus, um representante dos lojistas, um dos comerciários, pelo presidente da Codel, e pelo gerente do TRL. O novo presidente do Conselho é Alexandre Almeida Araújo.

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