Comerciante de Umuarama diz que fogo foi criminoso
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quarta-feira, 18 de julho de 2001
Vânia MoreiraDe Umuarama 
O dono da Agropecuária Água Verde, Genésio Aparecido Marcato, 55 anos, disse à Polícia que o incêndio que destruiu a sua empresa na quarta-feira da semana passada foi provocado por três homens encapuzados, a mando de concorrentes. Ele prestou depoimento ao delegado Ângelo Colombo no Hospital Nossa Senhora Aparecida, onde está internado com queimaduras no rosto, nos braços e nas pernas. A Agropecuária Água Verde funcionava na Avenida Brasil, no centro da cidade.
O comerciante contou ao delegado que estava trabalhando por volta das 20h30 quando os três homens encapuzados entraram. Eles teriam jogado gasolina na loja, ateado fogo e saído por uma das portas da frente, trancando-a e deixando o comerciante preso. Ele teria arrombando a porta dos fundos e saído para o pátio, de onde pediu socorro. Marcato foi resgatado por policiais militares. Embora estivesse consciente e tenha conversado com os policiais, no dia do incêndio ele não disse nada sobre os supostos incendiários.
Ainda de acordo com o depoimento de Marcato à polícia, antes de atear fogo os homens teriam dito que ação seria vingança porque a Agropecuária Água Verde estaria praticando concorrência desleal, vendendo mais barato que os concorrentes. O comerciante disse que já havia recebido várias ameaças por telefone e que chegou a registrar queixa na delegacia.
O delegado informou ontem que ainda não havia localizado o boletim de ocorrência das ameaças. Ele vai pedir a quebra de sigilo telefônico das contas da empresa e da casa de Genésio Marcato, para checar as ligações. Também pretende ouvir testemunhas do incêndio e vigias que trabalham na avenida Brasil. Por enquanto, não temos nada que confirme a versão do comerciante, observou o delegado.
Segundo Ângelo Colombo, há menos de um mês Marcato havia aumentado o valor da apólice de seguro da empresa de R$ 100 mil para R$ 200 mil, valor que cobriria o prejuízo do incêndio. O Instituto de Criminalística recolheu material na loja e enviou para perícia em Curitiba. Os resultados ficam prontos em dois meses. Que o incêndio foi criminoso não temos mais dúvidas. Resta esclarecer quem fez e o motivo, disse o delegado.


