O empresário Luiz Antunes está sendo ameaçado de morte por praticar preço mais barato na venda de botijão de gás. Dono da distribuidora Copagaz, instalada há dois meses em Maringá, Antunes afirmou à Folha que os telefonemas anônimos começaram logo após a abertura da empresa.
‘‘Da última vez, a pessoa que ligou ofendeu a minha filha, dizendo coisas para ela que não dá nem para publicar. Ela não tem nada a ver com esta máfia. Ela está trabalhando, atendendo aos clientes com educação e atenção e não está na empresa para ouvir palavrões e desaforos.’’
No início desta semana, conforme Antunes, um dos agressores ligou para a distribuidora e disse que a Copagaz deveria entrar no esquema das outras distribuidoras. ‘‘Ele foi bem claro. Disse que a gente tinha que trabalhar de acordo com as outras distribuidoras, senão eles vão acabar com a gente.’’
Detector de chamadas Por causa dos constantes telefonemas anônimos, o empresário instalou um aparelho detector de chamadas. ‘‘Nós sabemos de onde foram feitos os telefonemas. São de quase todas as distribuidoras de gás de Maringá. Só não fizemos a denúncia na delegacia porque a gente quer ter certeza absoluta que são pessoas ligadas à diretoria das empresas.’’
O que mais incomoda as distribuidoras de gás, de acordo com o empresário, é o preço praticado pela Copagaz. ‘‘Nós estamos vendendo mais barato porque temos uma bonificação da companhia. Independente disso, o mercado é livre e eu posso vender o gás ao preço que eu quiser. Se quiser distribuir gratuitamente o gás eu também posso. Eu não tenho que dar satisfação do que faço, assim como as outras distribuidoras também estão livres para praticarem o preço que desejarem.’’
Conforme Antunes, as pessoas que estão fazendo ameaças por telefone costumam convidá-lo a participar de uma reunião com os representantes das outras empresas do setor. ‘‘Não quero participar de nenhum cartel. Quero ter liberdade para fazer o que eu bem entender e o que eu achar que é melhor para o consumidor e para a minha empresa’’, desabafou.
O preço praticado pela Copagaz na venda do botijão de 13 quilos é de R$ 10,50 na portaria, contra R$ 10,80 dos concorrentes, e R$ 11,00 quando é entregue ao consumidor em sua residência ou empresa, enquanto as outras distribuidoras cobram R$ 12,00. Já o cilindro, com 45 quilos comercializado a R$ 39,00 por Antunes, sai em média a R$ 42 em outras empresas.
Além da Copagaz existem mais oito distribuidoras em Maringá.

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